Porquê Montenegro?

Não havia a necessidade desta crise política criada por esta moção de confiança e foi criada por livre vontade do primeiro-ministro Montenegro.

Livre vontade, porque logo no início do mandato, teve uma proposta quase-irrecusável para uma gerigonça à direita e recusou, no único orçamento do estado que submeteu fez tantas cedências a oposição que a oposição ficou com os louros do OE.

Quando se soube dos vários negócios que já tinha antes de ser PM e que devido ao estatuto de exclusividade do PM são incompatíveis com o cargo e Montenegro não se livrou deles, e ao se saber isto; tanto o Chega como o PCP submeteram ao parlamento duas moções de censura e ambas foram chumbadas, mas este chumbo teve uma condição.

Esta condição foi imposta pelo PS e tinha duas clásulas: 1) Montenegro não poderia submeter uma moção de confiança; 2) as suas actividades empresariais tinha que ser investigadas em sede de CPI.

Num acto de pura estupidez, Montenegro fingiu-se de desentendido e submeteu a moção de confiança e em vez de reitrar a moção e ir para a bendita CPI, armou-se em vítima, tentou medidas de pânico em vez de retirar a moção e o resto já sabemos.

O jornal O Diabo alerta para algo que eu já estava a pensar, sobretudo depois da submissão da moção de confiança e  o anuciado chumbo que o facto desta instabilidade política em Portugal lembrar e muito o caos da primeira república e a consequência extrema que teve este mesmo caos.

Eu não quero ver outro 28 de Maio de 1926, mas talvez a restauração da monarquia para que esta baderna acabe e se alcance uma paz política que bem Portugal precisa.

 

 

 

Ansi Parlait Nietzsche

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