Dia quinze de Fevereiro, dia internacional da criança com cancro

No dia de hoje é assinaldo o dia, que para mim, são uma espécie de heróis que são exemplos de luta e superação para todos nós, sobretudo quando temos vontade de desistir, estes heróis são as crianças que lutam contra o cancro.

Esta luta sempre mexeu comigo, mas antes de 30 de Setembro de 2005, via de uma forma mais distante porque tinha a proteção de um "filtro" que eram os media porque antes do dia 30-09-2005 nunca tinha-me deparado com esta luta das crianças contra o cancro ao vivo e olho no olho.

No momento que vi pela primeira vez as crianças com cancro ao vivo, foi como tivesse sido antigido por uma bomba ou um murro bem dado no estômago e fiquei desfeito e sempre que vejo estas mesmas crianças sinto-me inútil, choro porque não sou capaz de ajudar todas estas crianças que lutam pela sua vida contra uma doença cruel.

Muitos conteúdos multimédia, ganharam um significado diferente para mim; músicas como Who Wants To Live Forever (Queen) ou Heroes (David Bowie), e filmes de animação como Why, Charlie Brown, Why ou Cuerdas, mexem ainda mais comigo do que antes do dia que via a luta com os meus olhos.

Como o mundo dá voltas que ninguém conta passar por elas, quando conheci a minha cara-metade, um dos netos dela, está a travar esta luta e quando esta luta entra na nossa família, a dor ainda aumenta mais do que já possa estar a doer e sempre que o menino tem que ir ao hospital, eu fico estupidamente proecupado e quando estou no trabalho e sei que o menino está no médico, fico preocupado e sinto o coração muito pequenino e com vontade de sair do trabalho e ir ter com a minha enteada, mas sei que não iria adiantar, todavia quando estou no escritório ligo para a minha cara-metade saber como o menino está.

Para mim, ajudar naquilo que posso nesta luta é quase um objectivo de vida e sempre que oiço alguma criança que está nesta luta, espalho pelas redes sociais os pedidos de ajuda ou ajudo mesmo por muito pouco que possa parecer.

Ainda no Natal, vi um das sessões especiais do Joker na RTP 1, e um deles, foi com dois jogadores de futebol que iriam doar o prémio apurado no concurso para a Acreditar, e até aí é um acto nobre, mas mexeu ainda mais comigo porque um dos jogadores presentes teve o seu filho da luta; e eu que já grito quando um concorrente se espeta ao comprido; mas naquele dia, eu gritava (embora nunca me ouvissem) para que conseguissem levar o bolo todo (50 mil euros) ou o máximo possível (conseguiram 10 mil) e tinha as emoções a flor da pele, e assim que o Palmerim disse quem era o jogador, não fui capaz de estar sentado, andava de um lado para o outro e a pedir para que aqueles jogadores conseguissem o máximo possível.

É uma luta que mexe comigo e sempre que aparece uma qualquer conquista nesta luta, fico feliz e com as emoções acima da pele, mas quando uma criança perde a luta, fico triste, fico dolorido e fico com medo se o menino perca a luta...porque aí, não sei se aguentarei a dor....

 

Porquê as crianças, porquê? Têm que travar esta luta...

 

 

Post-Scriptum: Podem existir outros assuntos nas notícias que são a "trend", mas por bem da minha sáude mental evito de ver e que poderão ser usados em comentários neste mesmo blog...

 

 

Toda a energia positiva para todo o pessoal das unidades de oncologia pediátrica e hospitais oncológicos de todo o planeta Terra 

 

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Links:

O dia que abri os olhos em relação a esta causa:

 

Mundo! Para e Pensa, Bolas!

 

Associação Acreditar

 

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