Quando desobedecer se torna um Dever Humano
Já tenho feito algumas críticas sobre livros aqui neste recanto e volto a este tipo de conteúdo que me dá algo prazer fazer.
Deste vez o escolhido foi a obra "O Cônsul Desobediente" de Sónia Louro, romance biográfico sobre um dos maiores se não mesmo o maior herói e um dos símbolos mundiais naquilo que se pode considerar "consciência humana" e Humanismo.
Romance sobre o Grande Ser Humano e Justo entre as Nações de seu nome: Aristides de Sousa Mendes que ousou desobedecer a Circular 14 emitida por António de Oliveira Salazar que proibia a emissão de vistos para "apátridas e israelitas"; mas a consciência humana falou mais alto e chegou ao momento devido aos fugitivos da Shoa serem tantos que o próprio Aristides emitia vistos sem qualquer registo.
Por pensar com a sua consciência e ver o que o regime nazi estava a invadir a França o mesmo passou 30 mil vistos (estimativa) para salvar 30 mil vezes o mundo porque se "Quem Salva uma vida, Salva o Mundo Inteiro".
Devido a sua ousadia e a punição imposta pelo regime de Salazar e alguns erros pessoais acabou na miséria ao ponto de nem uma mortalha digna ter para o enterro, sendo a sua mortalha um hábito dos fransciscanos.
Ao ler este mesmo romance dei por mim a viajar no tempo, pela vida toda de um Humano; com os seus erros, mas era um Humano que acabou na miséria por apenas agir em consciência e contra a infâmia de crimes contra a Humanidade.
Não acredito em coincidências e ao ver o que se passa na Ucrânia e o que se passou há 90 anos na velha Europa; nunca será uma coincidência, mas sim, o ciclo da História a se repetir tal como a II Guerra Mundial quando uma ditadura invade uma nação soberana usando de subterfúgios sem qualquer lógica e todos aqueles que desobedecem a regimes com simpatias ou afinidades com os algozes da democracia são punidos.
Livro de leitura obrigatória para os tempos que a Humanidade vive...
"Eu ficaria com Deus contra o homem, em vez de ficar com o homem contra Deus".
Aristides de Sousa Mendes
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