Telemóveis Ou as Distopias que o Deixam de ser

Durante as greves da CP tive que usar o metro de Lisboa quando este não estava com avarias e foi para mim um trabalho de campo para ver como são realmente as pessoas que estão sempre preocupadas com os animais e acusam todos aqueles que os questionam com pessoas em empatia.


Curioso ver muitos destes seres agarrados aos telemóveis cortando qualquer laço ou ligação com a realidade ao ponto de irem contra metros reservados ou perderem o tino da paragem do autocarro ou estação qual querem sair ou mesmo pensar que o comboio ainda vai continuar mesmo estando o comboio no terminal.


O estranho é que esta situação já foi prevista há mais de meio século por Ray Bradbury em Fahrenheit 451, onde a sociedade passa os dias agarrados a ecrãs de televisão que nunca são apenas um e emissões que são tão mainpuladas que são emitidas como fossem "personalizadas" para cada espectador e onde se vive apenas em função das minorias em função da "paz social" e com influência que sai destes ecrãs e as pessoas fazem tudo em função do que é emitido (influenciadores digitais e redes sociais?) e onde ler é tão crime que os bombeiros em vez de apagar fogos, queimam livros (nada actual pois não, EUA) e onde ler livros é considerado acto criminoso e os livre-pensadores são considerados loucos, e a leitura se resume a algo que hoje poderia ser considerado mensagens curtas e ligação aos humanos não existe fora dos ecrãs e ter filhos é quase-crime.


Esta situação se reflecte em outras distopias como "Admirável Mundo Novo" ou "1984" onde a sociedade é manipulada pelo poder instiuído e tudo que seja ler ou pensar por sua iniciativa ou mesmo ter filhos são actos criminosos  é quase um crime digno de penas pesadas de prisão.


E voltando ao conceito predicável dos telemóveis, cheguei ao ponto de ver uma grávida de pé e a turba dos telemóveis nem se deu ao trabalho de reparar na senhora e nem mexeram uma palha e continuaram agarrados nos ecrãs da matrix pelos quais são manipulados por seres que dizem-se serem seres superiores, mas que não seres tão mesquinhos quanto aqueles que lhes dão atenção porque têm o facto em comum de "viverem" a custa do aparelho de comunicação inventado nos anos 70 pela Motorola.


Os "seres" que vivem na matrix dos telemóveis e das redes sociais tomam como verdade absoluta tudo que passa nestes mini-ecrãs dos aparelhos que têm a frente dos olhos sem se darem ao trabalho de ler ou pensar porque para estes seres, que apenas o posso chamar assim, ler um livro ou mesmo uma revista é considerado acto de loucura e os livro quando muito apenas servem como ferramenta de estudo porque de resto devem desaparecer.


E nos telemóveis, este universo distópico tornado realidade, todas as teorias que foram publicados em distopias se tornam realidade em nome de ideais previstos a há cero de 50 anos ou mais ainda e que foram considerados ditatoriais e normalmente nunca tiveram um final positivo para estes regimes porque a turba teve o descaramento de pensar, mas infelzimente os livres-pensadores são uma espécie de seres humanos sujeitos ao ostracismo no melhor dos cenários.


E como podem ser chamados "seres" de humanos que nem pensam por si mesmo e nem na sua espécie, passando o vazio dos seus dias a pensar noutras espécies e reporduzindo pelas suas bocas e na internet tudo que veêm nos ecrãs dos telemóveis como fossem verdades absolutas sem questionar o que lá aparece publicado bem como a veracidade destes mesmos contéudos; e como quem pensa logo existe, como seres que não pensam podem existir?


 


 


Ansi Parlait Nietzsche

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