Não dá para Evitar a Comparação....

Este fim de semana de Fórmula 1, mexeu com a minha infância e início da adolescência ao fazer-me viajar no tempo e quando vi tanto a corrida sprint como a corrida principal gritei que nem um louco ao chamar  Lewis Hamilton de Senna e gritar que nem um tolo parecendo que estava no circuito de Interlagos - São Paulo.


Na corrida sprint já Lewis Hamilton parecia ter sido possuído pelo espírito do titã brasileiro da F1 porque em apenas 14 voltas veio de 20º para 5º, o que já deveria ter sido um aviso tanto para a Red Bull como para público que o melhor da festa estava para vir no dia seguinte e assim aconteceu e que festa foi, que deixou qualquer fã do Grande Circo da F1, da luta de gladiadores do Asfalto de queixo caído.


E o show começou logo na partida quando o campeão do mundo em título veio de 10º para 5º numa volta e começou logo aí a fazer uma corrida de trás para a frente que teve várias parte, capítulos e sequelas, cujo final foi a volta 60, quando Lewis Hamilton ultrapassou de forma definitiva o seu arqui-rival Max Verstappen para nunca mais largar o 1º lugar.


A forma como Verstappen e Hamilton se mostraram em São Paulo fez lembrar os duelos da F1 à antiga e a recuperação de Lewis Hamilton fez-me eu estar a chamar Ayrton e Senna ao campeão inglês e apesar de ele recusar sempre a comparação, mas ontem não deu, foi uma corrida ao nível do monstro indomável das tardes de domingo, que fazia qualquer pessoa ficar gelada, com o sangue com todas as temperaturas imagináveis.


Para ainda atiçar mais este fogo de emoções, o público presente na pista brasileira gritava por Senna (afinal não sou o único) e Hamilton qual corrida do túnel, deu um show único de corrida e num daqueles momentos que talvez só a F1 nos pode proporcionar, ele chega o carro para o lado e recebe uma bandeira do Brasil e corre a pista com a bandeira brasileira erguida e aí eu fiquei por uns minutos parado, mesmo desligado, sem exprimir qualquer emoção e pensar o que Hamitlon fez na corrida e em Ayrton Senna porque não dá para evitar as comparações, simplesmente é impossível e espero ver mais corridas assim com pilotos com sangue nos olhos e que vão até ao fim


Não deixa também de ser uma coincidência que quando Senna começou este hábito foi quando o Brasil precisava de uma injecção de ânimo, foi quando as Terras de Vera Cruz estavam num dos seus piores momentos e o que Lewis Hamilton fez e disse no pós-corrida teve um peso semelhante às injecções de ânimo que Senna dava ao seu Brasil...


 


Longa vida aos Gladiadores dos Asfalto....

Comentários

  1. muito bem.
    Apesar de estar para a F1 como para Marte.

    (na infancia fiquei traumatizado com as tardes de domingo sofridas por nao dar mais nada que nao fosse carros ali as voltas )

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  2. Da minha família sou único que sempre teve este bichinho dos carros de F1 e cresci a ver pela TV aqueles que podem ser considerados os melhores de sempre.
    E estas tardes de domingo a mim dos velhos tempos da F1 faziam-me ter a mesma sensação de uma montanha russa, mas nem todos gostamos dos mesmos desportos ou dos mesmos programas.
    Obrigado pelo seu comentário

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