Mais Vale Tarde do Que Nunca que há sempre Tempo Para Viver e nunca para Morrer
Após quase dois anos, finalmente consegui ir a Meca do Cinema, chamada Nos Colombo - Sala 4, assitir ao 25º filme da mais longa franquia do cinema de seu nome 007 - James Bond com o título "Não Há Tempo para Morrer"
Esta estreia foi adiada em quase dois anos por causa da peste chinesa e que me deixou com a cachola em brasa, mas aguentei-me a bomboca e com os constantes adiamentos da estreia ao ponto que nem ligava aos anúncios e neste espaço de tempo foquei-me no streaming e o meu regresso ainda tímido ao grande ecrã foi com "O Santuário das Sombras" e ficou por aí.
Não posso negar que a hype estava na estratosfera para ver a 25ª entrega de uma franquia que já existe a 60 anos e atravessou pelo menos 3 gerações de fãs e espectadores de cinema e não fiquei desiludido, e sim valeu a pena a espera porque é o melhor filme do ciclo dos filmes do Agente Secreto a Serviço de Sua Majestade, protagonizados por Daniel Craig, que fecha todos os nós abertos com a estreia de Casino Royal duma forma inusitada cheia de referencias a filmes marcantes da franquia como um todo.
O filme em si vem reforçar um rumor que já circulava entre os fãs mais nerd da franquia e que aumentou ainda mais com o surgir das redes sociais, de que James Bond - 007, não passam de códigos que identificaram vários agentes ao longo do tempo esta obra prima que relembra os filmes mais antigos em vários detalhes, que por vezes são muito subtis para aqueles que não conhecem a série e que não lembra aos não-conhecedores estas mesmas ligações.
Eu, sendo um nerd da franquia James Bond, fui apanhado de surpresa pelo filme apesar de ter perdido algum tempo a ver os trailers nos últimos tempos, mas apanhado de surpresa não pelos cenários que lembram e muito os cenários criados pelo mítico Ken Addams que fez os cenários de todos os filmes até Licença para Matar em 1989, bem com um vilão protagonizado por um Rami Malek que veio com muitos trejeitos e maneirismos de um certo cantor que disse que no inferno havia gente mais interessante para conhecer do que no céu e que ao mesmo tempo lembra alguns dos vilões mais paranóicos da franquia como Hugo Drax ou Blofeld, quando este papel foi desempenhado por Telly Savalas.
Tudo roçou a perfeição, deixando todos a babar por mais e deixando um tarefa hercúlea para o actor que se segue para continuar o trabalho feito o Daniel Craig e realizado de forma perfeita por Cary Joji Fukunaga, e as duas horas e 43 minutos que o filme durou, passaram a voar sem qualquer intervalo devido as restrições impostas devido a peste chinesa.
Todo o elenco esteve a altura deste encerramento de ciclo que ao mesmo tempo é uma abertura para outro ciclo que se espera de curta espera e longa duração.
Deixo um desafio a quem for ver esta obra prima: tentem adivinhar as referências a outros filmes da franquia James Bond e deixem neste blog em comentário...
Não se esqueçam que somos responsáveis pelas nossas escolhas e temos sempre tempo para viver e nunca para morrer porque vivemos apenas duas vezes....
A minha classificação para 25º filme da franquia James Bond:
5
em 5 ![]()
Post-Scriptum: Será este o 1º James Bond a ganhar o Óscar de Melhor Filme?
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