Sejam menos Totós e Mais Jojos
Apesar de estar em teletrabalho tive tempo para ver no streaming da NOS o filme Jojo Rabbit, e fui sem grandes expectativas sem ligar muito a críticas porque já não é a primeira vez que a crítica metralha um filme como menos bom e outro como obra prima, mas a crítica do pública é exactamente o oposto.
Tinha alguma expectativa porque nunca tinha visto o filme e nos vários comentários feitos em vídeos no Youtube sobretudo na magestral música de David Bowie "Heroes" e e fui com a ideia de ser algo inesquecível, ao nível de Bohemian Rhapsody ou Variações...
Bem, para quem ainda não viu, vou evitar dar spoilers durante esta minha crítica...e se sair algum spoiler.... desculpem...
E durante estes dias de inferno que tenho estado confinado por estar obrigado a trabalhar em teletrabalho e ter que voltar a tomar medicamentos que tinha retirado da minha medicação habitual para ter alguma qualidade de vida dei por mim a procura de refúgio na sétima arte e de tanto ouvir falar em Jojo Rabbit fiz a compra no videoclube da NOS e vi o filme tão falado.
Apenas digo é uma obra de magia realizada pelo actor e realizador neo-zelandês Taika Waititi é uma verdadeira montanha russa de emoções que é capaz de nos prender ao ecrã durante quase 2 horas nos desligando do que se passa a nossa volta num mundo marcado por uma peste chinesa que faz com que alguns políticos alegadamente eleitos pelo povo se transformem em clones de Adolf Hitler porque usam esta mesma peste para condicionar o nosso pensamento e a nossa forma de agir e quando não é a peste é o pensamento politicamente correcto.
Esta mesma obra-prima que sim está ao nível dos filmes mencionados no início deste artigo ensina este mundo condicionado por tudo e por nada que nada se compara ao supremo sacrifício por aqueles que amamos e pela nossa liberdade; e apesar das dores supremas que possamos sentir, são estas que nos tornam mais fortes e são os sacrifícios supremos que nos ensinam o valor das pessoas que amamos... mas a frase final nos ensina o valor de viver livre...
Deixa que tudo te aconteça:
a beleza e o terror. Continua.
Nenhum sentimento é final
Rainer Maria Rilke (Praga, 04/12/1875 - Montereux, 29/12/1926)
Post - Scriptum: Nos tempos que correm da peste chinesa onde alguns eleitos por via democrática (Hitler também o foi) usam crises como a peste chinesa e o chamado politicamente correcto ou o bem-estar animal para condicionar o comportamento humano em nome de um alegado bem comum que as massas de uma ou outra acabam por aceitar como normal; não esquecer também que Adolf Hitler era vegetariano e adorava mais os animais do que as pessoas...Mas o bem comum é cada ser humano que o cria no seu intelecto e não um grupo de políticos....Espero que a obra Prima da nova década vos ensine que não existe nenhum bem comum imposto pelo Estado, mas sim, somos nós seres pensantes que temos que descobrir este bem comum.... sejam livres porque nem a morte num certo ponto de vista é definitiva...
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