Negando os Lentes Herméticos

Nestes dias mais recentes apareceram nas redes sociais uns intelectuais que estavam quase estado letárgico de hibernação, enfiados nas suas conchas para acusar José Rodrigues dos Santos de ser negacionista do Holocausto.


Inveja há muita de ele, como escritor, conseguir ser mais abrangente do que estes herméticos que nunca estão virados para se abrirem ao mundo nem para partilhar os seus conhecimentos ou mesmo os actualizar e nas redes sociais tudo serve para mandar abaixo o jornalista da RTP, sobretudo depois que numa numa entrevista que ele deu ao canal que ele sempre serviu sobre os livros sobre o Holocausto apareceu cortada e foi alvo das mais esdrúxulas e espúrrias interpretações.


Tive o previlégio de ir as duas cerimónias de lançamento dos livros de José Rodrigues dos Santos e se ele fosse tão negacionista como andam a pintar estes intelectuais de esquerda que nada fizeram por esta nação cada vez mais idiota e estúpida de seu nome Portugal, muito pelo contrário, os livros não negam o Holocausto, muito pelo contrário o mostram do lado de dentro, do lado de quem sobreviveu a banalização do mal.


Para os intelectuais tupperware, os livros em questão são baseados nos relatos de dois sobreviventes de Auschwitz : Herbet Levin e Werner Reich e estar acusar estas obras de negacionistas então estão a negar as palavras de quem esteve no inferno dos infernos e contra isto muito podem falar, mas não têm argumento.


Se fosse tão negacionista como pintam as duas obras nunca seriam aceitam pela Comunidade Judaica Portuguesa, nem o Rabino Sholmo Pereira, professor catedráctico português radicado nos EUA tinha lido os dois livros ainda antes de serem editados e tecido largos elogios as duas obras na cerimónia de lançamento de "O Manuscrito de Birkenau".


Eu já tinha escrito sobre os livros em questão neste blog, mas a estupidez nacional portuguesa fez fritar a marmita e não me pude conter ao ler tanto estreco nas redes socais


Todavia não nos podemos esquecer que existiram portugueses que serviram Hitler quer de forma directa outros de forma directa como "observadores militares" e um deles até chegou a ser presidente da república, embora tenha sido corrido a toque de caixa do poleiro para não se armar em cavalo de corrida e tenham medo que alguma ligação de Portugal ao mais negro período da Humanide se venha a descobrir.


Mas acusar duas obras praticamente biográficas de negacionistas é um puro acto de negacionismo e de inveja destilada e ainda bem que sou um livre pensador e mando os analistas cavar batatas porque não sou nenhum cãozinho do Pavlov para ser condicionado...


 


 


 


Ansi Parlait Nietzsche

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