Grande Prémio do Bahrein 2020 - Milagre, Susto ou Morte e Renascimento
Numa corrida que poderia prometer muito pelo seu começo, o Grande Prémio do Barhein que poderia prometer muito em termos de corrida devido as disputas ainda em aberto pelos lugares secundários tanto do mundial de pilotos como de construtores e uma pista que tem um certo tempero para uma corrida com algum interesse, a tragédia quase aconteceu.
Estava eu numa pausa dos meus estudos da Universidade Aberta e a ver o início da corrida através da Eleven Sports quando vejo uma bola de fogo na curva 3 do circuito de Shakir um toque entre o Alpha Tauri do russo Daniil Kvyat e o Haas do franco-suíço Romain Grosejean faz com que este vá embater com uma força estimada de 53G no rail da curva em questão fazendo com que o Haas se transformasse numa bola de fogo e o halo que está mesmo acima da cabeça dos pilotos de F1 salvou literalmente a vida do piloto da Haas dado que o mesmo dispositivo evitou que ele tivesse sido decapitado como aconteceu nos anos 70 com piloto francês François Ceveret.
Eu, ao ver a explosão, senti o coração a parar por uns longos instantes e muitas coisas más me passaram pela cabeça e os minutos em que nada se soube de Grosejean e o ar pesado que se sentia em todas as equipas ao ver os pilotos com vontade de mandar a corrida as aranhas e desistir naquele momento foi terrível até que se soube que o piloto da Haas literalmente tinha renascido das chamas.
Mesmo assim notou-se em grande parte dos pilotos não muita vontade para voltar e houve muita conversa entre as equipas enquanto a barreira da curva 3 era reconstruída para convencer os pilotos a voltar, sobretudo aqueles que viram Senna e outros génios a correr como o caso de Vettel ou Hamilton e muito provávelmente se lembraram do fim de semana mais mortal da F1 dos últimos 40 anos.
Felizmente os danos para a saúde de Romain Grosejean foram reduzidos se comparados a gravidade do seu acidente e na reacção ao mesmo Vettel chamou e bem a atenção para segurança dos pilotos e dos comissários de pista.
Agora entro com a minha opnião pessoal, se nos anos 90 tivessem tido a ideia do halo, teriamos Ayrton Senna entre nós possivelmente; mas não consigo compreender como alguns futebolistas se armam em primas donas e ganham mais por ano do que alguns pilotos da F1 das equipas secundárias e passam o tempo a fazer anúncios e se esquecerem que o futebol é um jogo de equipa e não um desporto individual.
A vida humana é algo de precioso e frágil e não é para ser desprediçada por idiotas que pensam que são pilotos de carros de Rally ou de F1 ou que estão no Velocidade Furiosa e se metem não raras vezes sob o efeito de drogas e/ou álcool num volante sempre a abrir sem pensar nas consequências e depois ainda acabam numa situação pior que o Romain.
De um fã da Fórmula 1 que teve previlégio de ver vários monstros sagrados como Schumi, Senna ou Prost (apenas para dizer alguns) da F1 pela televisão o meu agradecimento a equipa médica que teve no circuito de Shakir e pelo que fez ao Romain Grosejean...
Uma nota final para que sirva de memória futura: no Grande Prémio de Mugelo e agora no Barhein, o público foram convidados dos respectivos sistemas nacionais de saúde como sinal de agradecimento pela luta travada contra a peste vinda da China de seu nome Covid-19.... em Portugal em vez de encherem o circuito, acho que não custava terem feito o mesmo, só ficaria bem fazer esta forma de agradecimento a uma classe profissional que tem sido tão mal tratada no último ano pela Gerigonça
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