Lewis Hamilton, O Monstro Sagrado da F1, Se tornou o Mito dos Mitos em Portugal

Eu tive a sorte de ver pela RTP quando esta era mesmo RTP, com os comentários de Adriano Cerqueira, José Pinto e outros grandes do jornalismo desportivo os comentários de vários grandes prémios de Fórmula 1, em especial aqueles cuja diferença horária me permitisse assistir em directo pela caixa que mudou o mundo.


Não vi o mais trágico de todos (e ainda bem) dos últimos 40 anos porque de certeza que não iria aguentar a dor que muitos sentiram na altura e esta dor ainda se sente de alguma forma, mas não estou aqui para falar de tragédias, mas sim de algo que faz lembrar o génio que transmigrou no 1º de Maio de 1994.


Num Grande Prémio de Portugal que foi realizado no Autódromo Internacional do Algarve e onde quase ninguém do público cumpriu as regras do Covid-19 (nem vale a pena comentar), a corrida teve tudo para ser considerada uma das corridas do ano, até que na 20ª volta, as temidas flechas de prata ou balas de prata tomaram conta da festa.


Uma delas deu-me mais uma vez a sensação que encarnou o espírito do seu ídolo, e fez quase uma corrida do túnel, uma corrida quase extra-dimensional e começou a ganhar diferença em relação a todos os outros carros incluíndo o próprio colega de equipa e as lembranças de Ayrton Senna se sentiram hoje no AIA e Lewis Hamilton se tornou o piloto da história com mais vitórias e não vai ficar apenas pelas 92 vitórias.


O mesmo Hamilton continua a colocar o deus Brasileiro da F1 como o melhor piloto de todos os tempos apesar de muitos apontarem o Titã Britânico como o padwan ou sucessor de Senna tanto no estilo de condução como em conquistas e agora faltam-lhe dois feitos: passar as 100 vitórias, as 100 poles, ganhar o 8º mundial e na volta ganhar a tripla coroa (Mónaco, 500 milhas de Indianápolis e 24 Horas de Le Mans).


É impossível não colocar Senna e Hamilton no mesmo patamar porque são dois pilotos especiais de uma elite que a minha geração teve sorte de ver dois na sua curta existência e que teve outros elementos igualmente brilhantes, mas tanto Senna como Hamilton são estrelas à parte algo como Bowie e Mercury para o rock, únicos e insubstituíveis 


 


 


Como sempre as músicas dos heróis para um herói que surgiu numa altura em que o mundo precisa de inspiração e iluminação....


 


 



 


 


 



 


 


 


 



 


 


 



 


 


 


 


 


 


 


 

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