O Mago de Auschwitz, A História que Nunca Deve Ser Esquecida em Nome da Humanidade e José Rodrigues dos Santos Já Merece o Nobel
Neste Sábado fui a Sociedade de Geografia de Lisboa, mesmo ao lado do Coliseu dos Recreios assistir a apresentação do mais recente e ainda fresco romance de José Rodrigues dos Santos que tem uma ligação com um seu romance muito mais anterior na sua bibliografia "A Vida num Sopro".
Senti expectativa em relação a esta apresentação porque, sendo eu um apaixonado por História e sendo um viciado em leitura, estava em pulgas para ver o que poderia revelar a cerimónia de lançamento de "O Mago de Auschwitz" e que iria ser apresentada pelo mágico/ilusionista e provavlemente um dos símbolos nacionais da cultura de seu nome Luís de Matos.
A cerimónia propriament dita começou com a dramtização de um trecho da mais recente obra do mais conhecido pivot do Telejornal da RTP, da qual contava com uma narração da personagem principal feita de forma primorosa pelo grupo teatral Fatias de Cá allém da dramatização, a mesma cerimónia foi abrilhantda pelo cantor litúrgico judeu David Alhadeff que brindou quem esteve presente com algumas jóias de música litúrgica judaica.
Para mim os pontos altos da cerimónia foram por uma lado a forma apaixonada, sentimental, emocionada e emocional por parte de Luís de Matos que apresentou a obra mais recente de José Rodrigues dos Santos de forma magestral, além de mostrar material histórica da época de quando decorre a narrativa do romance foi deixando uma mensagem ao público presente para evitarmos erros passados no futuro.
Depois do carrossel de emoções transmitido por Luís de Matos, se seguiu uma espécie de making-of do romance por parte do próprio autor e das dúvidas que este sentiu quando estava ainda no processo criativo por detrás desta obra única porque nenhum autor português abordou de forma tão clara dois temas sempre actuais: A Shoa (Holocausto) e a presença portuguesa nas SS monstrando um curto vídeo com a fonte de toda informação que serviu de base para o primeiro de dois romances que estão longe de serem romances mas sim documentos históricos que devem ser usados como material de estudo para qualquer trabalho sobre a hora mais negra e tenebrosa da humanidade.
Voltando a apresentação feita por Luís de Matos que teve o primor de expor os detalhes do Holocausto enumerando os números das vítimas para nos fazer pensar no que foi o passado, no que é o presente e naquilo que pode ser o futuro que a Humanidade está a semear e que irá colher se não tomar os devidos cuidados e a presente situação de pandemia e a violência constante que enchem as notícias diriamente ao que se adicionam os manipuladores de opiniões que aparecem como fossem cogumelos no Outono e alguns deles até querem ser presidentes da república.
A segunda parte da apresentação foi feita pelo autor que relatou a luta psicológica que travou para escrever o livro e ao mesmo como a ajuda mágica de Luís de Matos quando tinha o seu mais recente programa na RTP "Impossível" onde juntou a fonte de toda a informação que serviu de base para "O Mago de Auschwitz" e a sua sequela a ser publicada em Novembro, "O Manuscrito de Birkenau"; o sobrevivente de Auschwitz: Werner Reich que contou a vida de mais um herói no meio do inferno seu nome Hebert Levine (personagem principal desta magnífica peça de estudo e documento histórico)
Esta segunda parte da aparesentação de "O Mago de Auschwitz" aguçou ainda mais o apetite para a sequela que irá sair para os prelos em Novembro e vou estar atento as redes sociais para saber quando é que poderei fazer a pré-compra do mesmo livro porque o passado nunca deve ser esquecido em tempo algum e como diz e bem a definição de História: Aprender o passado, para compreender o presente e antever o futuro.
A mesma sessão se encerrou com a recitação por parte de David Alhadeff de uma oração pelos que perceram na Shoa e o Grande Escritor e Jornalista pediu que todos se levantassem, mas mesmo que ele não pedisse; eu me levantava em acto de pura consciência não só pelos que cairam por causa da verdadeira encarnação do mal sobre a Terra, bem como era algo inato de mim como ser humano que faria levantar da cadeira onde eu estava sentado na Sociedade de Geografia de Lisboa.
As palavras de Luís de Matos fizeram eco na minha consciência não só por causa do romance de JRS, bem como por causa da situação nacional e global que vivemos na actualidade e lembrou-me uma simples e ao mesmo tempo tocante música dos Queen : "Is This The World We Created?" onde nos versos finais o imortal Mercury se questiona o que Deus fica a pensar do que a Humanidade está a fazer do Mundo que Ele criou...
Comprem o livro ou pelo menos vão o requisitar a um bilioteca e leiam com atenção e se deram um Nobel a Bob Dylan....chegou a hora de José Rodrigues dos Santos ganhar o seu com esta primeira abordagem lusitana sobre um dos períodos mais negros da Humanidade....

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