Os Cretinos Vão A Banhos....

Já estou a completar o dia número 7 de quarentena o que para mim tem sido cada vez mais insuportável cada dia que passa e depois ainda fico mais chateado com a incompetência que existe nos quadros dirigentes da saúde, mas em relação a isso, encaro da mesma forma como encaro as dores crónicas que tenho é uma questão de aguentar com a incompetência.


Todavia hoje vi algo nas notícias que me deixou mesmo com muitos maus fígados e sair do sério quando vejo uns idiotas, uns cretinos (estou a usar termos suaves) a encherem as duas pontes que atravessam o rio Tejo em Lisboa para irem a banhos para as praias do Algarve enquanto há centenas de pessoas trancadas em casa sem poderem ir trabalhar ou outras a trabalharem turnos seguidos em vários sectores essenciais do nosso quotidiano (tanto no posto de trabalho como em teletrabalho) e os que trabalham nos seus postos de trabalho estão sujeitos a serem contagiados por um dos mais traiçoeiros vírus alguma vez surgido a face deste pequeno píxel de vida chamado Terra.


Sim, fiquei mesmo passadinho da marmita e disse uns quantos palavrões porque enquanto fico em casa (que é um quarto alugado) sem condições para trabalhar em teletrabalho e fico em casa sem saber o futuro depois do final do mês, lendo os meus livros por ler, sem o prazer de uma leitura relaxante, mas algo para quebrar o tédio.


Os cretinos que foram a banhos se esqueceram que a nação está em estado de emergência e que só se pode sair de casa para: trabalhar, ir-se ao médico, ir-se comprar comer, ir-se a farmácia ou parafarmácia, comprar o jornal, meter o telemóvel no arranjo, ir aos correios, ir ao banco, ir a esquadra de polícia ou posto da GNR, pagar-se as contas no payshop ou multibanco e passear o cão.... e mais nada porque os restaurantes e cafés que estão abertos apenas servem em take-away.


Estes mesmos cretinos mereciam era: em primeiro lugar encontrar tudo fechado e serem corridos pelas autoridades locais, segundo levarem uma multa épica que no caso de não-pagamento envolvesse 12 pontos na carta de condução e apreensão das viaturas, e em terceiro colocá-los numa lista de doentes não-priotários caso apresentem sintomas de infecção por coronavírus.


Pode parecer polémica esta publicação, mas se trata de uma violação grave a um decreto do Conselho de Estado e como tal os incumpridores deveriam de ser punidos de forma mais do que exemplar para que não voltassem a repetir a gracinha.


 

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