Conan Osíris - A Pedrada no Charco da Monotonia do Novo Nacional-Cançonetismo

Apesar de estar adoentado foi-me impossível ficar indiferente a transmissão pela RTP,  este Domimingo dia 15 de Fevereiro; do concerto dado pelo grande Conan Osíris no Coliseu dos Recreios há alguns meses atrás e onde o talento do mesmo cantor foi mostrado e quem viu, de certeza ficou com vontade de ver o próximo trabalho deste Rapaz do Futuro que também nome de deus egípcio que...ressuscitou.


Neste mesmo concerto o vencedor do Festival RTP da Canção 2019 andou por várias nuances musicais até dando um beijo a músic clássica quando apresentou a sua música mais conhecida com um arranjo delicioso com orquestra de cordas que me deixou de queixo caído.


E logo no início do concerto foi impossível não fazer uma ponte entre António Variações e Conan Osíris porque ambos foram cuspidos e apedrejados pela crítica, apesar de ganharem fãs com o passar o do tempo e ambos nunca tiveram medo nem de pensarem diferente nem de irem contra a mesmice em que a música que é considerada como aceite nas respectivas eras de existência.


Esta ponte se notou de forma sensível quando o mesmo Rapaz do Futuro chamou os Pauliteiros de Miranda lembrando o fascínio que Variações tinha pelo folclore e ao reforçar esta ponte, o mesmo Rapaz de Futuro além da música clássica ainda contou com música africana, chinesa e bengali. Para culminar esta ligação ao homem que estava sempre além....Osíris conseguiu completar o passo que Variações não conseguiu...fazer um dueto perfeito com uma fadista, não foi Amália, mas sim Ana Moura que esteve à altura do Rapaz do Futuro...


Para os críticos  que atacam Osíris e bajuladores do Novo Nacional-Cançonetismo recomendo um pequeno remédio é que voltem aprender a ler e leiam as letras de cada música de Osíris e entendam a mensagem ou mensagens que cada uma contém.


Para encerrar o grande espectáculo dado no Coliseu dos Recreios, Conan Osíris cantou e encantou com a sua hiponotinizante balada dedicada a rainha do fado de seu título "Amália" e com o encore do sua obra maior "Telemóveis" na sua versão mais conhecida e como sempre com uma humildade que apenas o coloca num estatuto mais elevado fez questão de partilhar o palco quando agradeceu ao público que encheu a plateia num concerto 360º dado na principal sala de espectáculos da capital da Lusitânia.


 


Apenas peço uma coisa: Que a carreira de Conan Osíris nunca pare e nunca pare de nos encantar e que o mesmo lance mais discos no futuro.


 


Para os críticos que o atacam, botas de elástico, e outros afins deixo uma citação da Bíblia: Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus...


 


Post-Scriptum: Começo a desconfiar que escolha do nome artístico Conan Osíris tem a sua mensagem... o Rapaz do Futuro num mundo após-apocalíptico e ... o deus egípcio que ressuscitou dos mortes e começo a pensar se este Osíris não será a forma da música nacional ressuscitar do actual estado de mumificação que se encontra de Novo Nacional-Cançonetismo 


 


Post-Scriptum 2: deixo dois vídeos do que vi na RTP tirado por um sortudo ou sortuda que foi ao concerto:


 


 



 


 



 


 

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