Que Destino leva uma Nação que não Lê e que Apenas Ouve Analistas e Influenciadores?

Este artigo vai ser uma espécie de artigo dois em um porque vou fundir dois assuntos que dariam muito que escrever neste blog, mas como tenho pouco tempo livre, tive a reflectir de como conjugar os dois assuntos e do meu CPU biológico conseguiu produzir o que eu queria.


Sinto-me cada vez mais um alienígena no meu quotidiano, sobretudo quando observo as pessoas que me rodeiam e estão quase todas ligadas aos smartphones e não são raros os casos de famílias inteiras agarradas aos mesmos dispositivos como fossem extensões vitais dos próprios corpos, mas por outro lado não são capazes de ler um livro ou interpretar uma letra de uma qualquer música e quando não conseguem entender a música apenas dizem não presta porque a imprensa o disse e não o seu próprio pensamento ou gosto, ironicamente estes mesmos seres gostam de música que conseguem entender, mas que tem menos conteúdo que as letras do Quim Barreiros.


Está fobia da leitura leva a esta iliteracia musical que por sua vez se revela na vida quotidiana daqueles que não são capazes de ler porque não querem e esta fobia da leitura transforma todos estes seres que sofrem desta peste chamada bibliofobia em seres pouco diferentes de máquinas que não são capazes de saírem das suas áreas de conforto, das suas caixas de conhecimento.


Esta iliteracia se pode observar nas redes sociais quando se deixam levar pelos supostos estudos que defendem as virtudes do vinho ou pelas fake news ou pelos influenciadores e não podem ser contestados porque quanto contestados chamam aqueles que contestam estas ideias de drogados ou fascistas e não assumem que também têm hábitos aditivos.


Esta mesma nação deixa-se levar pelos guinchos de um qualquer Snowball saído da imortal obra George Orwell "O Triunfo dos Porcos" que guincha a procura de protagonismo e idolatra corruptos e piratas porque apenas o seu clube anda numa travessia no deserto e estes Snowball se aproveitam destas travessias para ainda mais ganhar protagonismo porque não ficaram com um quinhão do bolo chamado corrupção instituída.


Esta iletracia se reflecte na música quando o novo nacional-cançonetismo ganha força quando um sedativo ganha a Eurovisão e na reposta uma Franga deu o troco e na volta uma cópia manhosa holandesa do Tony Carreira ganhou a Eurovisão, mostrando que o nacional-cançonestimo nas suas diversas variantes está para ficar e voltamos aos três F e ai de quem atire pedras contra este esquema que é logo varrido de fascista e ignorante quando os ignorantes que atiram pedras não passam de ovelhas que não sabem ler....e se recusam a ler para aprenderem a ser cidadãos cultos como seria o desejo daqueles dias de Primavera de 1974....


E deixo uma nota final, em 2019 passaram 30 anos da queda do Muro de Berlim e as ovelhas que atiram pedras contra aqueles que bebem Coca Cola e são contra as bebidas alcóolicas e chamam aqueles que bebem Coca Cola de drogados e imperialistas e se esqueceram que no Bloco do Leste beber Coca Cola era crime e que se defendia o vinho como a mãe em Portugal e se proibiu a Coca Cola...no Estado Novo....e que o primeiro estado imperialista do mundo foi....Portugal  e que não dão valor a liberdade de beber uma cola e saber que não correm o risco de morre ao volante e sabem se metrem uns copinhos do tinto podem acontecer acidentes.


Estes queimados da marmita que não passam de umas belas esponjas ainda não viram que estudo que defende as virtudes do vinho não passa de um embuste porque se o vinho fosse o super-alimento...não se vendiam anti-depressivos em Portugal, os AVC na terceira idade tinham reduzido e bem e as farmácias não vendiam anti-coagulantes....acontece que em Portugal se bebe mais vinho do que em Espanha, França ou EUA ou Japão e se morre mais de doenças circulatórias do que países acima mencionados e ainda acreditam nas virtudes do vinho...


 


Et vinum non est mendacium


 


 


Assim falou Nitzsche

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