Portugal, o Paradoxo Analfabeto Pós Tecnológico

A nação de seu nome Portugal que vive presa as glórias do passado em vez de as ver como exemplos a serem seguidos, deixou de ler com a explosão dos telemóveis e quanto mais avançados são os telemóveis menos esta nação sabe ler e este analfabetismo é transversal a todas idades e níveis de ensino.


Mas os que são níveis supostamente mais elevados de ensino têm a paranóia da superioridade sobre todos os outros e que o mundo e o cosmos tem que orbitar a sua volta e se alguém lhes bate de frente é humilhado e ofendido porque estes supostos licenciados se julgam de uma raça superior a todos os outros vulgares mortais.


E graças a a este tecno-analfabetismo quem ainda lê livros e jornais com detalhe e aprende a ler nas entrelinhas consegue ainda ver o que se diz nos media e o que é publicado e o seu verdadeiro significado em todas as áreas, desda das críticas das artes aos manipuladores de massas  , digo colunistas, comentadores, opinion makers e a nova classe de desocupados inúteis: influencers ou influenciadores digitais.


Esta longa introdução serve para desmonstrar a horda de tecno-analfabetos que no fundo não passam de uma legião de hipócritas que se deixam levar por tudo que é vento e não sabem ler por exemplo as letras das músicas com olhos de ver, sabendo o verdadeiro significado das mesmas chegando ao ponto de cuspir de quem tem o atrevimento de sair fora do padrão establecido.


Ao mesmo tempo estes hipócritas glosam o primeiro português que teve coragem de ir contra os padrões .... décadas depois da morte deste, porque quando este mesmo era vivo era uma variação de pedradas e cuspidelas em cima do mesmo por parte dos "especialistas" e do rebanho que se deixava levar na conversa dos especialistas.


Ao ouvir várias composições de Conan Osíris mesmo depois da injustiça da Eurovisão e na sua actuação no tributo a António Variações e depois de ver o melhor filme português dos últimos tempos (Variações) e estudando as letras de Osíris e de Variações é impossível não achar paralelos nas mensagens que as composições de ambos transportam,  mas como em Portugal não se lê e nem se sabe ler, só sabem dizer que mal do que é diferente e no fim acabam por ouvir os mesmos enlatados para os quais os críticos dão o carimbo de aprovação e o rebanho vai ouvindo e depois de largarem um pouco os telemóveis e aprenderem ler, se lembram de quem é diferente depois de quem é diferente ter morrido... e é assim que funciona o paradoxo analfabeto hipócrita....chamado Portugal.


Nem comento muito mais....

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