Contando com o Ovo no Dito Cujo da Galinha
As decalarações de Celeste Cardona, antiga administradora da Caixa Geral de Depósitos na CPI sobre os créditos mal parados na CGD falou sobre o Sr. Berarado e disse que o contrato de empréstimo assinado permitia a recuperação do crédito e o mesmo era uma pessoa rica e a mesma diz que não se lembra de ter haviado quaisquer reservas sobre os 400 milhões emprestados a Joe Berardo por parte do banco público.
Todavia a antiga ministra da Justiça do CDS-PP relembra que houveram condições e recomendações no parecer por parte da comissão de risco do mesmo banco, mas apesar deste parecer a mesma disse que o Sr. Berardo era pessoa rica e destacou o elevado património que supostamente seria do empresário madeirense.
E ao se fiarem num património que acabou em nome de entidades e não do empresário em si, os 400 milhões emprestados, nunca foram recuperados e o buraco ficou aberto na CGD, tendo a antiga governante mencionado que as contas das empresas que estavam em nome do madeirense tinham boas condições finaceiras e que as garantias eram apenas as acções do Millenium/BCP.
A mesma antiga ministra da Justiça disse a CPI que à data da concessão do crédito disse que a fortuna do madeirense estava avaliada em 500 milhões de euros para não falar na sua colecção de arte e ambos os bens seriam suficientes para cobrir o empréstimo concedido e que era um património que ultrapassava o que era exigido para a operação.
Acontece que esta espécie de Alves dos Reis das ilhas para não pagar o que pediu emprestado fez de borrego toda a administração da CGD de borregos além das administrações BES/Novo Banco e o próprio Millenium BCP e a brincandeira ultrapassa em notação curta de números 1 bilião de euros ou mil milhões de euros e só quinhão do NB dava para tapar praticamente 25% das imapridades finaceiras ainda existentes do mesmo ou pagar aos lesados do GES.
Mas como eu já disse em artigo anteriores neste blog, Berardo com a sua lábia e com os seus belos fatos fez de três grandes bancos verdadeiros borregos e antes que viessem cobrar estes mesmos valores que ficaram incobráveis devido a volubilidade do mercado bolsista e devido sobretudo a queda acentuada das acções do Millennium BCP, as mesmas acções que eram a garantia para este empréstimo, o mesmo Berardo num golpe de génio passou todo o seu o património para entidades terceiras das quais ele é o cabeça principal, mas como o património não está em nome do beneficiário, a execução da dívida não pode ser em nome do mesmo, mas as executadas têm que ser as entidades.
E aí se levantam duas grandes broncas: as entidades são fundações de índole cultural e outra das entidades os accionistas maioritários são...os próprios bancos que emprestaram o dinheiro a Joe Berardo, ou seja, se a execução saísse, os bancos estariam -se a penhorar a eles mesmos.
E ficam os matagais para serem desbravados: Como foi possível isto acontecer? Como foi possível três bancos serem tão otários? Quando é que vão cobrar a dívida deste senhor?
Opinem quando puderem
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