Começaram a Casa pelo Telhado

Há coisas que mais vale tarde do que nunca e o artigo de hoje é um deles.


Venho vos falar nos novos passes de Lisboa que são bem-vindos, mas têm três defeitos:


1) Aparecem tarde porque com a fusão dos diversos operadores privados suburbanos de Lisboa em 4 operadores e a fusão das operações fluviais do Rio Tejo num operador de gestão única, o sistema de coroas de passes já estava para lá de obsoleto já urgia ser criado um passe regional e bilhetes ocasionais regionais como existem nas grandes metrópoles europeias, sobretudo depois da Expo'98.


2) Com sua introdução tardia, os operadores não renovaram as frotas nem adequaram os horários para o aumento exponencial de utilizadores que viriam com a introdução dos novos passes mais flexíveis, tendo-se o exemplo da CP com comboios do tempo da guerra da Coreia (literalmente) a ciruclar nas linhas do interior que ainda existem


3) A utilização em operadores que façam serviço suburbano e que não tivessem feito do primeiro projecto do passe urbano de Lisboa, não aceitam o Navegante Urbano, mais precisamente a Fertagus que nos seus leitores de validação dá um passe carregado com o Navegante Lisboa para um passageiro se deslocar para as estações localizadas em Lisboa dá como o cartão caducado.


Esta inovação tardia é bem-vinda como eu disse, mas deveria ter sido feita com tempo e com o devido finaciamento para as renovações das respectivas frotas de eléctricos, autocarros, barcos e comboios e não começar pelo fim de algo que já deveria de ter sido pensado há pelo menos 20 anos quando ainda existia a Sorefame e aí seria possível renovar as frotas ferroviárias em Portugal com custos muito mais reduzidos do que importar ou alugar material circulante usado em condições duvidosas ou ainda se teria pensado na renovação dos catamarãs que fazem a travessia do Tejo e dos Cacilheiros com o tempo devido e agora com a introdução dos novos passes seria uma brincadeira de crianças.


E o mesmo se aplica a Carris que nos dias feriados podia fechar nas zonas do centro de Lisboa e que passam pela Lisboa antiga e se transformar numa agência de turismo porque mesmo havendo constragimentos de circulação por causa de um qualquer evento, há sempre transportes para os turistas, ficando a maralha que trabalha e/ou vive na cidade sem transporte ou enfiada em autocarros e eléctricos que parecem latas de sardinhas porque para a Carris primeiro estão os turistas, mas os otários que pagam os 30 euros do passe, estes que se lixem.


Mas se a Carris tivesse mesmo uma frota a altura dos passes novos e pensasse menos nos turistas e mais na sua missão, haveria menos carros em Lisboa com toda a certeza e o Metro acaba por ser o escape de quem precisa um transporte e não tem porque a Carris não o fornece.


E ficam as minhas perguntas de resposta desconhecida: Porque lançaram os passes municipais sem terem transportes para os cobrir? Porque a Carris dá proridade aos turistas? Para quando uma renovação da frota da rede transportes da Grande Lisboa? Afinal para que servem os impostos e o dinheiro dos passes e bilhetes? Como querem que hajam menos carros se não sabem por mais transportes a ciruclar?


Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar

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