A Euro-Rasquice ou Euro-Injustiça
Este ano no Festival da Eurovisão, Portugal mandou algo completamente fora da caixa que foi cupsida e humilhada por uma nação mesquinha que diz sempre mal do que é seu e quando vê alguém que vem da ralé e sobe a pulso sem padrinhos de nenhuma editora nem vem das elites.
Conan Osíris foi injustamente eliminado numa meia final cuja boa parte dos qualificados não valiam um tostão furado e um dos qualificados foi uma versão com aroma de bacalhau islandês dos Rammstein e até mete nojo ver um contentamento geral da nação por alguém que vem debaixo por ter tido uma prova que lhe correu mal.
Lá fora pagam estudos e ajudam os talentos que vêm de baixo e não são das elites e assim se vê como formatada está a cultura em Portugal que passa o tempo a seguir pseudo-intelectuais feitos robots ou zombies e ouvindo música enlatada que feita com a mesma base rítmica que já dissecada por vários especialistas.
Os que hoje se dizem especialistas em música e humilham Conan Osíris nas redes sociais se esqueceram que houve há alguns anos atrás um certo português de seu nome António Variações que teve o atrevimento de ir contra o sistema contra o establishment cultural do pós-25 de Abril e passou feito uma estrela candente no universo musical da mais tacanha nação do mundo.
Depois de morto todos adoram Variações, mas altura boa parte da crítica e da intelectualidade o mandou abaixo na imprensa por não fazer parte das elites, mas a nação da república podre e corrupta tem memória de peixinho dourado e se esqueceu disto e enquanto lá fora já se curaram desta atitude que foi tomada nos anos 60 e 70 um pouco pela Europa dita civilizada, ou seja, tudo que fosse fora de Portugal, (sim a Espanha do Franquismo em termos culturais estava mais à frente do Portugal do Estado Novo), ainda é uma atitude tomada em Portugal.
Mas Portugal continua a ser esta espécie de Albânia cultural da Europa Ocidental, uma Albânia beata que dão mais troco a um Bispo que não quer investigar casos de pedofilia na sua diocese, uma Albânia cultural que entende como cultura o que vem de fora e o que não é seu e não sabe evoluir, uma Albânia cultural que está sempre a espera do D. Sebastião que nunca voltará mas que para alguns há-de voltar.
Este desdém pela cultura mostra-se quando um cidadão quer ser alguém nas artes tem que emigrar, mostra-se quando se têm univeristários que não sabem sair do seu compartimento do saber e depois passam por parvinhos, numa nação onde espertalhões enganam e bem os bancos sendo eles públicos ou privados e ao mesmo tempo consomem cultura importada que tem menos valor que a portuguesa e quando se quer ter acesso a cultura nem que seja lendo um livro, os preços são proibitivos.
Sim, foi uma tremenda injustiça Conan Osíris ter sido eliminado, mas aos mete-nojo que ficaram contentes com o facto esperem para ver a final e se não ganham os metaleiros da Islândia que ainda cantam menos do que os Lordi e depois ficam calados com um ar de quem foi comido e não gostou.
Depois no futuro se Conan Osíris tiver grande aceitação no mundo civilizado, ou seja de Espanha em diante, vamos ver se os papa latas da Ibéria não vão morder a língua e acabam ainda a passar mal com o veneno que deitam pelas presas que até chega a cheirar mal.
Outra opção é Conan Osíris se tornar um ídolo de massas depois de morto como aconteceu com Variações e depois do modelo R&B estar mais gasto do que uns pneus de carro de fórmula 1 no final de uma corrida e aí já se lembram que ele era bom artista.
Assim se resume o esforço de alguém que vem debaixo e não faz parte das elites intelectuais da nação e mal tratado por boa parte dela e depois só ligam ao que é inspirado em modelos estrangeiros lembrando uma certa secretária de estado da cultura que disse que para ver bom teatro ia a Londres....
Go Foward my Chap, Conan Osíris
The Show Must Go On
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