A Caixa que é mesmo General dos Porcos
Uma gafe de uma jornalista da RTP ao chamar ao banco do Estado "Caixa Geral dos Porcos" viralizou nas redes sociais devido ao crédito mal parado que existe por parte dos chamados "grandes investidores" que pediram empréstimos bancários não para comprarem um qualquer bem durável, mas sim para comprar acções na Bolsa de Valores de Lisboa e dando estas mesmas acções como garantia do crédito.
É prática geral não só da Caixa Geral de Depósitos, mas de todas as instituições de crédito recusarem com ferquência o chamado pequeno crédito que acaba sendo amortizado em 3 no máximo 6 meses, usado sobretudo para compra de bens duravéis de pequeno volume ou crédito ao consumo de baixo valor, mesmo para pessoas que recebam prestações sociais.
Por outro lado, as mesmas instituições dão uma de borregos quando lhes aparece pela frente um Chico Esperto com boa lábia e bom fato consegue um crédito de milhões para comprar algo cujo o valor é mais volúvel do que tempo num equinócio e de cujo valor real é desconhecido no futuro ao contrário de qualquer bem adquirido via crédito ao consumo ou crédito a habitação que também está restringido.
Acontece que a CGD tem a parte de leão dos empréstimos concedidos para compra de acções, empréstimos de altíssimo risco sem a mínima hipótese de serem pagos em tempo útil e com sérios riscos para quem os concede de perder em definitivo o dinheiro emprestado se a carteira de acções financiada perder todo o seu valor.
Para os mais amnésicos, foram estes empréstimos que estiveram na génese da crise da Bolsa de Nova Iorque de 1929 e da Grande Depressão e por consequência de tudo que se gerou a partir desta dura lição de História que fez com que o governo norte-americano da altura tivesse criado uma lei federal que proibiu este tipo de empréstimos para que casos semelhantes voltassem a acontecer e novas ferramentas foram criadas em 1987 quando houve um crash na bolsa nova-iorquina em 1987 para que não houvesse outra Grande Depressão.
Estas notícias está a ser uma queda das máscaras que são a aparência das centenas de milhões de euros que circulam diariamente na BVL não passam na realidade de dinheiro emprestado porque quando no início do euro e com as mesmas empresas na BVL se passou de uma média que raramente passava da dezena de milhão de euros quase do nada se ultrapassam as centenas de milhão como fosse tão fácil como beber água e as autoridades de fiscalização financeira passam o tempo a a ver a caravana a passar.
Como sempre ficam o nevoeiro que ninguém consegue dissipar: Quem permite isto? Se as carteiras de acções perderem o valor todo, quem vai tapar o buraco da CGD? Afinal o que andam a fazer as entidades de fiscalização? Que caminho leva Portugal?
Opinem quando puderem
Comentários
Enviar um comentário