30 % dos Votos representam 10 Milhões no Parlamento Europeu
Mais um acto eleitoral e o vencedor da noite foi a abstenção que andou perto dos 70% mostrando um completa alheamento da população das eleições europeias em si ou por outro lado um protesto contra os constantes casos de corrupação que aparecem nos mass media e que os tribunais e as entidades de fiscalização bancária não apresentam resposta para a resolução dos mesmos.
Esta forma de protesto embora eu já tenha defendido no passado neste mesmo recanto, não é de todo a mais correcta porque o que deixa mais lixado da caixa um político da tugalândia é a retirada do tacho e a melhor maneira de tirar o tacho de um político da tugalândia é fragamentar os votos como já houve exemplos claros no Reino Unido, Alemanha e Itália onde em vez de ficarem em casa, fragamentaram os votos de forma a protestarem contra o que está mal.
Aqui neste recanto de borregos submissos aos turistas onde não incomodam os lordes quando precisam de um lugar nos bancos reservados dos transportes públicos mas se virem um português já chateiam a cachola ao português; estiveram nas tintas para as eleições que foram um compacto das eleições gerais de há 4 anos, mas onde as sondagens tiveram um papel fundamental no aumento da abstenção dado que o rebanho entendeu que a escolha já estava feita e que não valia a pena irem votar e ficaram em casa ou foram para a praia.
Muitos analistas tentam descobrir as causas destes números mas ninguém assume que parte da culpa destes números pornográficos da abstenção são por um lado a classe política em si e por outro lado, as sondagens que se aproveitam do analfabetismo funcional que é uma praga em Portugal e como ninguém quer ler e se informar em Portugal se deixam levar com umas bocas quaisquer antes de se informarem e assim vai o rebanho chamado Portugal.
Com uma nação assim cuja inteligência e cultura média se pode tomar uma pequena amostra nos concursos de cultura geral onde são raros os concorrentes que fazem boa figura e se é aquiilo a amostra de muitos dos licenciados que poderão ir para o poder político da nação então o que dizer dos eleitores em geral sobretudo dos que se abstêm.
Ficam os meus problemas de Sodoku: Porque não proibem as sondagens para que se quase elimine a abstenção? Será o voto obrigatório uma solução? Porque gastam mais o tempo a dizer mal uns dos outros em vez de serem cidadãos? Porque se preocupam tanto com o futebol?
Opinem quando puderem
Um bocadinho radical, este atribuir de tantas culpas e responsabilidades às sondagens - e algo paradoxal, pois toma como padrão da cultura média o resultado de concursos onde tanto perguntam quem foi o Nobel da Medicina há uma dúzia de anos como quem ganhou o Festival da Eurovisão em mil nove e troca-o-passo. :)
ResponderEliminarMas sim, concordo com a ideia geral: as sondagens de tendências de voto não servem o interesse público nem a democracia.
Obrigada pela ligação. Voltarei. Volte também :))
Em Portugal as sondagens nunca serviram o interesse da democracia e são formas de manipulação das massas e no geral, a ideia que fico do português comum independentemente da cultura geral é que do ponto de vista político é um povo acomodado e as sondagens ajudam que ainda sejam mais acomodados, coisa por exemplo que não são os espanhóis e nem o foram durante o franquismo
ResponderEliminarAcomodado, mas incómodo.
ResponderEliminarUm bom retrato da família geral :)
Um povo incómodo só quando lhe apetece, mas nunca quando o deve ser
ResponderEliminarNunca fomos propriamente arrumadinhos... mas fomo-lo muitas vezes quando tivemos de ser. O último século é que nos castrou, o revisionismo imprimido à nossa história a ser-nos servido com os opiáceos com que nos desvertebraram...
ResponderEliminarÉ verdade no início a I República e depois o Estado Novo transformou aos poucos um povo com espírito de inciativa de onde nasceu o "mítico desenrascanço" num rebanho de cordeiros quer seja pela via política quer usando a religião e o 25 de Abril não mudou muito as mentalidades porque muitas das atitudes que se tinham no antes 25 de Abril ainda se têm hoje em dia ou se quer voltar a ter, basta assistir um episódio da série da RTP "Conta-me Como Foi" onde o "Engenheiro" que não tem qualquer pinga de ética tem como passatempo enganar a personagem "António Lopes", funcionário público de baixo escalão que quer fazer pela vida para manter a sua família e hoje em dia temos muitos "Engenheiros" destes e uma subserviência quase abjecta a estes seres
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