Trinta e Quatro Anos depois da Primeira Vitória do Supremo da F1
Hoje passam 34 anos que o melhor piloto de todos os tempos e reconhecido até pelos pilotos da atualidade como o melhor piloto de Fórmula 1 que alguma existiu neste pixel de vida chamado Planeta Terra e que passou para o estatuto de divinidade com o nome de Ayrton Senna.
Há quase três décadas e meia atrás chovia copiosamente na região de Lisboa e arredores fazendo jus ao provébio "Abril, Águas Mil", mas naquele fim de semana em particular estava uma verdadeira monção onde mal se podia andar na rua com o chapéu de chuva aberto nem que fosse para ir ao café da esquina ou comprar pão numa padaria próxima.
Boa parte dos habitantes deste recanto a beira-mar plantado ficou em casa a fazer o principal passatempo nacional que é ver televisão e destes, o que gostam de carros e afins, perderam algumas horas a ver os treinos e depois a corrida do Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1 do ano de 1985 e mal sabiam que daquele dilúvio ia surgir finalemente o divino da F1.
Era uma época onde na F1 onde não haviam limites de velocidade nas boxes e a segurança era mínima, a electrónica se limitava ao rádio para comunicar para a boxe e para telemetria para verificar se os padrões do carro estavam normais e naquele fim de semana um brasileiro que só tinha um ano de carreira na classe maior da velocidade em 4 rodas e que tinha vindo duma equipa de 2º nível onde já tinha dado nas vistas entrou naquele fim de semana com um objectivo apenas: ganhar.
E há 34 anos um jovem brasileiro, entrou num dos maiores pés de chuva que me lembro acontecer num GP de F1 na Europa, para mostrar ao mundo ao que veio e qual seria o seu destino manifesto na classe rainha das 4 rodas que seria ser o maior de todos os tempos aclamado por gerações até que não tiveram o previlégio de o verem mostrar o seu talento por este globo afora.
Numa corrida que a sua marca foi um dilúvio que em alguns pontos do circuito do Estoril deixava a pista com uma altura de água de 3 dedos que nos dias de hoje seria impensável se realizar uma corrida assim e com um dos carros mais lentos do pelotão turbo da F1 da altura, pura e simplesmente dominou todo o fim-de-semana desde dos treinos livres até a corrida onde passeou classe e literalmente vulgarizou uma constelação de estrelas e campeões que tinham mais anos de carreira do que o jovem insano que estava no seu segundo ano de carreira e primeiro numa equipa com algum crédito.
E estes 34 anos passam no ano em que passam duas décadas e meia que ele trasnmigrou para o Valhalla....
Até um dias destes Beco....
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