O Jogo do Empurra Ferroviário
A gerigonça e a oposição começaram há algum tempo um jogo do empurra em relação a perda de qualidade contínua de ferrovia ao longo dos anos pondo as culpas uns nos outros, quando na realidade; ambos têm culpas no cartório no desinvestimento na ferrovia em Portugal, enquantos os nossos vizinhos (Espanha e França) palutinamente renovam a frota ferroviária.
Estes desisnvestimento começou logo depois da revolução dos Cravos e com a nacionalização da Sorefame que apenas ia fazendo os mínimos para ir mantendo as frotas da ferrovia (tanto o Metro de Lisboa como a CP) com o mínimo de material circulante, mas nunca com grandes margens de manobras para avarias ou acidentes e o material circulante nunca foi renovado, mas sim recondicionado ao longo do tempo e para melhorar as comunicações na ferrovia foi preciso acontecer uma tragédia para melhorar as comunicações na ferrovia (Alcafache, 1985) e ao mesmo tempo fazerem um recondicionamento mais profundo no material circulante.
Todavia o grande desinvestimento começou com a febre do asfalto que veio com Cavaco Silva quando este foi primeiro ministro que entrou numa febre de correr a nação a alcatrão ao mesmo tempo que ia desactivando linhas e apeadeiros, alguns deles eram verdadeiros cordões umblicais entre localidades do interior profundo de Portugal e os grandes centros urbanos da nação e esta desactivação de linhas e estações fez com que as assimetrias sentidas antes do 25 de Abril se acentuassem como nunca nos tempos mais recentes, criando uma clara clivagem entre o litoral e as cidades urbanizadas por um lado e o interior rural que praticamente quase perdeu todos os acessos ferroviários aos grandes centros.
Estas desactivações fez com que Portugal se tornasse a única nação da União Europeia sem ligação ferroviária directa sem todas as suas divisões administrativas (distritos) e sem ligação entre os grandes centros e os distritos do interior, havendo distirtos de grande tradição histórica e turística sem qualquer ligação ferroviária a parte nenhuma sendo o único transporte para os centros urbanos, autocarros que percorrem algumas estradas de fazerem medo ao medo.
Nem com a febre da Expo'98, esta situação foi resolvida, melhorando-se apenas a linha da Azambuja e Sintra, apareceram os comboios da Fertagus que são clones dos comboios originais da Azambuja, apareceram comboios novos regionais para o ramal de Tomar, os pendulares e interregionais para a Covilhã e na linha de Sintra foi electrificada na sua totalidade; mas a linha do Oeste ficou na mesma com comboios do tempo da Guerra do Ultramar e a Norte a situação não mudou muito ao que estava antes.
Para ajudar a festa a Sorefame, assim que os projectos de aumento de frota da CP, da Fertagus e dos Metros (Lisboa e Porto), foi encerrada e o material circulante foi sendo importado de França conforme o que se ia gastando, acontece que esta solução ficou cara demais e deixou de ser feita, acontece que no caso particular da CP, as avarias devido a ausência de ar condicionado nos comboios e falta de material criculante actualizado se mostraram como nunca e a Linha do Oeste e a Linha do Alentejo foram o rosto deste contínuo desinvestimento na ferrovia que têm 4 anos para ser melhorada senão o Sr. Juncker não coloca nenhum euro para a ferrovia e nem tem que colocar por que o chamado Cristiano Ronaldo da Finanças com a austeridade com outras cores chamada cativação tem dinheiro suficiente para esta renovação de frota e aumento das linhas que não faz.
Este jogo do empurra que não leva a lado nenhum serve para alimentar as redes sociais onde gerigonços e anti-gerigonços se degladiam na troca de argumentos e por outro lado, aqui ao lado em Espanha se foi sempre renovando as linhas e frota da ferrovia, para não falar nos outros países da UE que não fizeram parte dos fundadores e que foram aderindo e até os antigos constituintes da Ex-Jugoslávia que passaram por uma guerra civil estão apostados numa restauração e renovação da rede ferroviária para que se possa reactivar a linha do Expresso do Oriente e já pensa numa linha que ligue Vladivostok à Europa ocidental com duas pontas: uma deriva para Londres a outra para Paris com ligação a....Madrid; resumindo, Portugal não passa de um buraco onde os turistas do norte da Europa vêm para Sol, vinho, fado, p...as (ou o equivalente masculino), sardinhas, eléctricos e serem assaltados de quatro formas: nos restaurantes ou por carteiristas ou nos transportes pelos próprios operadores (táxis ou transportes colectivos) ou nos tuk-tuk e aproveitam para fomentarem o negócio dos despejos forçados por parte de uns gulosos que nos tempos da outra senhora levavam o mesmo caminho dos comunistas: Tarrafal.
E ficam os engimas da esfinge: Porque não investem a sério na ferrovia se é a forma de mitigar as assimetrias entre interior e litoral? Como querem pensar em descentralização se não existem transportes? Para quando a renovação da rede ferroviária em Portugal? Para que servem as cativações?
Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar
Comentários
Enviar um comentário