30 Anos depois do 11 de Setembro de Lisboa
Hoje passam trinta anos do incêndio do Chiado que destruiu grande parte do coração da principal zona comercial da cidade de Lisboa foi consumido num incêndio que passadas três décadas ainda não sabe de forma oficial quais as verdadeiras causas de um incêndio que começou de madrugada e que se espalhou de uma forma incontrolável sobreutdo graças aos bancos de pedra com vasos colocados para os turistas se sentarem e alguns servirem de esplanada sobretudo para serem usados por estes devido aos preços abusivos praticados por estas esplanadas.
Estes mesmos bancos de pedra foram obstáculos instransponíveis para os bombeiros que não conseguiram controlar o fogo por mais meios que tivessem porque até chegaram a vir bombeiros do Aeroporto e de corporações de fora de Lisboa; a lamentar, além dos perjuízos materiais que resultaram no desemprego em massa dos empregados das lojas afectadas; dois mortos: um bombeiro com queimaduras profundas devido a explosão de um computador (segundo a imprensa da altura) e de um electricista reformado cujo corpo apareceu quando se estavam a remover os escombros.
Numas obras que fizeram lembrar a muitos as obras de Santa Ingrácia, e com dinheiros desviados e três gestões municipais diferentes, uma delas do causador indirecto do incêndio, Kurz Abecassis e duas gestões de esquerda que lembram a gerigonça (os membros eram mais ou menos os mesmos) e com derrapagens nas obras e mudanças constantes nos projectos iniciais, o Chiado renasceu; mas nada a ver com a sua identidade inicial porque algumas lojas foram alocadas noutros zonas da cidade e acabaram por fechar com o passar do tempo.
As maiores vítimas laborais que foram so funcionários dos Grandes Armazéns do Chiado, do Grandella e da Perfumaria da Moda, entre outras que não foram alocadas noutros locais da cidade acabaram por se reformarem com reformas de miséria e morrerem lentamente com o desgosto depois de perderem o emprego para não falar nas 5 famílias que perderam as suas casas.
Trinta anos depois, o Chiado nunca recuperou a 100% a sua alma e felizmente se controlou um pouco a febre creativa do arquitecto convidado para redesenhar a zona, Siza Vieira, que queria transformar os Armazens do Chiado num hotel na sua totalidade, mas felizmente não apareceu quem entrasse com a pasta e se manteve a veia comercial da zona afectada, embora com outras lojas e com o passar do tempo outras lojas tomaram conta destas outras lojas.
Todavia parte dos Armazens do Chiado que não tinham muito e que eram uma das entradas da Fnac e era onde ficava parte da secção de informática e televisão foi fechada e foi transformada recentemente num hotel e com o passar dos tempos e com a febre turística do actual edil de Lisboa, Fernando Medina; o Chiado está a perder o que resta da sua essência aos poucos, não cedendo o seu espaço a novos espaços comerciais que aparecem com o eveoluir das modas e dos tempos, mas sim a mais hotéis e alojamentos de luxo em vez de habitação para os lisboetas e novos espaços de comércio.
Fecharam lojas antigas como a Allaud e Lellos ou a Livraria Portugal e não venham dizer que a culpa é da Fnac porque se fosse, a Ferrin ou a Bertrand já tinham fechado portas; a culpa é das leis de arrendamento e de senhorios gulosos que querem tudo e em vez de fazerem o mínimo para manter a essencial comercial da zona porque as lojas que fecham não vão para lojas que possam nascera da evolução dos tempos, mas sim para lojas de souvenires dirigidas quase sempre por asiáticos ou os prédios acabam em hóteis. São raros os casos que transitam de ramo mas que mantêm a sua veia comercial e que esteja ligada com a área onde se encontra.
Passados 30 anos do 11 de Setembro de Lisboa, a mesma tragédia continua a fazer vítimas, desta vez na esssência do lugar onde aconteceu o 11 de Setembro de Lisboa e que cujas lições não ficaram aprendidas porque a actual administração municipal de Lisboa continua a cometer erros semelhantes aos que foram cometidos antes do incêndio do Chiado como é o exemplo da gestão de trânsito da Avenida da Liberdade, Marquês de Pombal e artérias vizinhas que quase lembra como estava o Chiado antes do incêndio e ouve-se no palavra passa palavra que qualquer dia a tragédia se repete noutro ponto qualquer da cidade onde se tenham investido milhares de euros em obras de cosmética na cidade de Lisboa.
E do incêndio do Chiado nunca se soube nem a culpa nem a causa do mesmo e o processo acabou arquivado e lembro-me de me ter cruzado com um bombeiro num autocarro, ia eu com a minha família para o bairro da Encarnação e se falava sobre algo a ver com fogos, mas que nada tinha a ver com o Chiado, e este bombeiro que tinha lá estado, segundo ele; apenas disse que pelos anos de experiência que ele tinha como bombeiro, o 11 de Setembro de Lisboa foi fogo posto e ele gostava que a verdade viesse ao de cima pelo menos para punir o animal que esteve por detrás da morte do bombeiro que morreu queimado.
Quando ouvi estas palavras tinha 9 anos e ia para a 3ª classe mas me ficaram gravadas na cabeça passados estes anos todos e não raras vezes fico a pensar porque este poder político da república nunca aprende as linções ensinadas pelas tragédias do passado, o que mostra que o Portugal que deu novos mundos ao mundo não é nem de longe o mesmo Portugal de depois de 1910.
Deixo uns engimas das esfinge: Porque o processo acabou arquivado? Quais as verdadeiras causas do 9/11 de Lisboa? Quem ganhou com ele?
Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar
Comentários
Enviar um comentário