Do Pouco se Muito

Acompanhei esta madrugada a cerimónia de abertura oficial dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro que são os Jogos da XXXI Olimpíada (de Verão) e como é do conhecimento geral do mundo, o Brasil vive uma crise generalizada, agravada pela crise política que nasceu da destituição da presidente Dilma Roussef, mesmo assim levaram para a frente a empreitada dos jogos.


Houve e tem havida várias falhas de segurança que nada têm a haver com o evento, mas sim com a pobreza e a miséria endémica do Rio de Janeiro que são sempre de lamentar e houve erros graves em obras do que se designa plano de pormenor para os Jogos Olímpicos 2016, e apesar de tudo isto, o Comité Organizador não perdeu a cara e com os parcos recursos que tem se comparamos a Londres 2012 ou Pequim 2008, conseguiram fazer uma cerimónia de abertura que conjuga o pouco com o chamado espírito de desenrascanço (que se perdeu em Portugal e é uma hernaça portuguesa bem presente no Brasil) com algo de grandioso.


Da parte desportiva não ouvi nada contra (até agora) nos eventos e na organização dos primeiros jogos da América do Sul e dos terceiros feitos no Hemisfério Sul (depois de Melbourne e Sidney) e no que diz na parte portuguesa até que se começou com pé direito no torneio olímpico de futebol quando se despachou a Argentina com dois golos sem resposta.


Mas voltando a cerimónia: conseguiram conjugar a história da nação que diz ser abençoada por Deus onde tudo que se planta nasce com mensagens ambietalistas e um espectáculo de luz e som que mostrou a capacidade inata do brasileiro comum do pouco fazer muito e que está esquecida do lado de cá do Atlântico onde muitos se encostam a desculpa que não se pode fazer porque custa dinheiro. Todavia, Portugal já tem grande parte das estruturas para uns Jogos Olímpicos em Lisboa, mas a preguiça e paranóia por obras que vão abrir clivagens na sociedade como a nova mesquita ou o utópica e faraónica obra do chamado Hospital de Todos os Santos que cada vez que um governo socialista sobre ao poder volta sempre a baila mas que nunca sai do papel.


E se o Brasil em crise económica e política consegue fazer uns Jogos Olímpicos, então porque não fazem Jogos Olímpicos em Lisboa ou no Porto porque já têm as estruturas feitas? E esta foi a pergunta que bateu-me na cabeça enquanto eu via a bela cerimónia que o Brasil ofereceu ao mundo e ao mesmo tempo fiquei envorganhado porque o meu país fez a bodega do europeu de futebol que perdeu na final e no qual foram construidos 3 estádios que quase não têm uso (Leiria, Aveiro e Algarve), claramente excedentários e não são capazes de fazer uns jogos olímpicos e Portugal tem capacidade para tal;


Para tal temos que nos livrar dos políticos que temos, sobretudo a nível municipal porque no caso de Lisboa quem tira a Medina as árvores nas Avenidas Novas, a Mesquita e os mil e um hotéis em Lisboa (um deles do CR7) tiram-lhe tudo e esta maneira tacanha de pensar só vai levar Lisboa a um retrocesso de quarenta e muitos anos onde só se pensava nos turistas e os lisboetas que se lixem.


Apenas me resta dizer: Parabéns pela abertura dos jogos, Rio de Janeiro, espero que sejam dos melhores jogos de sempre e que os jogos de 2024 sejam em Lisboa e que haja um novo edil em Lisboa em 2017 que pense na cidade e nos Lisboetas e não em bodega que para nada vai servir


Como sempre, peço para comentar, ler e divulgar

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