Rússia 1 - Inglaterra 1; Jogo até ao fim.... Literalmente

O dia 2 do Euro 2016 foi fechado em grande com um grande jogo em Marselha no mítico Veledrome com um empate entre a Inglaterra e a Russia e que serviu de prova que um jogo só acaba quando o árbitro soprar pela última vez no apito quando o cronómetro chegar ao minuto 90 mais os descontos da praxe e como eu disse no artigo anterior gostaria que o jogo que envolveu Eslováquia e País de Gales servisse de bitola no que deve ser um jogo de futebol e serviu de bitola pelo menos para o jogo seguinte.


Inglaterra e Rússia proporcionaram um bom espectáculo dividido descaradamente em duas partes bem distintas: na primeira parte os ingleses fizeram gato sapato dos russos, os massacrando com várias jogadas de perigo e onde a defesa russa (guarda-redes incluido) foram dando conta do recado e na segunda parte se assitiu a uma inversão dos papéis onde os russos ganharam força anímica suficiente para bater o pé aos ingleses e os colocar em apuros.


Um bom jogo para se ver a hora do jantar, embora eu tenha que lamentar que também houve actos de violência entre as claques de ambas as selecções e ainda antes do jogo um grupo de uma vintena de russos espancou um adepto inglês ao ponto de o colocar entre a vida e a morte e ainda não sabe em que condições se encontra este mesmo adepto.


Estes actos de violência nada condizem com o jogo que se assistiu hoje pela hora do jantar e me fazem recuar ao nosso Euro 2004 onde praticamente não houve episódios de violência onde claques de selecçõe que são rivais dentro e fora do campo conviveram em relativa harmonia sem ser preciso partir para a estupidez como foi o caso do jogo entre russos e ingleses que merecia melhor ambiente do que teve.


O resultado foi justo e se deveu também por culpa dos ingleses que nunca souberam traduzir em golos o domínio que tiveram na primeira parte do desafio e como se sabe no futebol, quem não marca sofre e foi o que aconteceu porque apesar de só terem havido golos na segunda metade do desafio, a Inglaterra não soube segurar a magra vantagem de 1 uma bola e foi dando ainda mais espaço territorial aos russos do que já tinham concedido na primeira parte ao que se junta uma grande energia moral por parte dos cossacos que mostraram um espírito de luta exemplar e lutaram até ao fim para pelo menos levarem um ponto e não ficarem com a corda na garganta devido a uma derrota e já em tempo de descontos conseguiram o golo do empate.


O seleccionador inglês Roy Hodgson, uma raposa velha do desporto-rei que tem alguns feitos em equipas menores que as moldou a sua maneira como equipas grandes como foi o caso do Blackburn Rovers nos anos 90 tem que afinar a finalização da equipa inglesa senão iremos ter no País de Gales uma Grécia Euro 2004 modelo 2.0 porque hoje se viu que os galeses não estão para brincadeiras.


Em relação aos russos, lhes falta além de cuidar da finalização, trabalho de ginásio para terem as pernas mais rápidas porque não foram massacrados como em 1994 no mundial dos EUA onde só conseguiram ganhar a uma selecção camaronesa que mais valia ter ficado em casa e não ter perdido tempo em qualificar-se ou poderia passar a vez a outra nação que tivesse mais amor a camisola.


Voltando ao jogo e em relação a partida que opôs russos contra ingleses apenas falta mencionar a marcha do marcador:


 


 


Rússia 1 - (Glushakov 90' +2) - Inglaterra 1 (Dier 73')

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