Para os Políticos da República, as Penhoras e os Confiscos de Bens são contra a lei

Li um artigo no Diário Económico que me deixou preocupado com o seu conteúdo sobre  a questão do enriquecimento ilícito sobretudo dos políticos e como ónus ou a chamada inversão do ónus da prova foi usada para evitar que os políticos da república seja punidos pelos seus crimes sobretudo os económicos e a causa deste meu artigo é a entrevista da Procuradora-Geral da República, Joana Marques Vidal.


Está para ser debatido um diploma do Bloco de Esquerda que defende a apreensão de bens de políticos no caso de haver discrepâncias nas suas declarações fiscais quando estiverem a exercer funções políticas como medida de combate ao enriquecimento ilícito. Acontece que os rendimentos dos políticos ao contrário dos rendimentos dos comuns dos mortais não é totalmente tributado em sede de IRS e parte dos rendimentos são declarados na repartição de finanças e outra no Tribunal Constitucional e devido a esta divisão de declarações parte dos rendimentos dos políticos escapa ao fisco.


Este diploma apenas menciona os rendimentos obtidos quando os políticos estão na activa e não menciona os redimentos obtidos quando eles penduram as chuteiras da política da república porque estes então ainda podem fazer inveja a Cristiano Ronaldo ou a outro qualquer astro do futebol actual e a PGR questiona se este projecto-lei do BE viola a lei fundamental, o que põe a pensar se a lei fundamental da república defende que haja roubo feito por parte dos políticos da república podre, velha e senil.


O caso dos enrequecimentos ilícitos não são de hoje e já têm barbas e sempre que há uma qualquer medida legislativa que aparecem de todos os partidos e coligações menos do PS (estranho) e são sempre travados de todas as maneiras e mais algumas deixando no ar um pivete a corrupção generalizada na república que não há lixívia capaz de remover o pivete e a infecção chamada corrupção a não ser que haja uma forma de eliminar o germe chamado república que era considerado um colchão cheio de percevjeos pelo grande escritor Ramalho Ortigão.


E estes percevejos estão presentes todos os dias no nosso dia-a-dia e conseguem ser sempre eleitos para cargos políticos e quando penduram as chuteiras conseguem sempre arrajar forma de ainda ganharem mais dinheiro do que ganharam nos tempos em que estavam na política activa e aí ninguém os toca graças as redes de interesses criadas nos tempos em que eles estavam no poleiro da república, redes que duram uma vida inteira e nunca são questionadas por muito estranhas que possam ser.


E assim vai a glória republicana onde se rouba de todas as maneiras e mais algumas e estes obstáculos é a prova que nesta nação se rouba com a permissão da lei desde que se tenha um cargo político de relevância e ao mesmo tempo se consigauma entrada para aquelas sociedades secretas das quais muito se fala e pouco se sabe e as mesmas não fazem parte das chamadas declarações de interessses dos titulares de cargos políticos porque se sabe que 90% dos políticos pertencem a maçonaria e não se conta os que têm ligações a Opus-Dei.


Assim se rege uma república que cada dia que passa está mais podre cheia de interesses estranhos e que apodrecem cada vez mais a suposta democracia conquistada a muito custo numa distante Primavera nos anos 70 do século XX, mais precisamente no mês de Abril do ano da Graça do Senhor de 1974 e estes mesmos interesses a minam todos os dias com o apoio do sistema político da república e com o socorro sempre presente do sistema judicial.


Como sempre as perguntas: Porque os políticos não podem ser penhorados? São mais do que Deus? Quando é que vão caçar o enrequicimento ilícito? Quem manda mesmo em Portugal? Que interesses estão protegidos? Afinal para que nos serve a república e o seu presidente?


Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar

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