Hungria 2 - Áustria 0, Uma Rapsódia de Liszt

O primeiro jogo do grupo F onde se inclui Portugal foi uma agradável partida de futebol onde o jogo de equipa dos magiares conseguiram vencer o relativamente insípido jogo dos austríacos que não passava de uma valsa muito lenta sem grande noção de ritmo desportivo ou musical, mesmo se sabendo que a Áustria sempre teve e tem boa música.


Os magiares deslumbram com um jogo de equipa e onde deram baile a uma Áustria sem grandes argumentos para uma Hungria surpreendentemente forte para o que nos habituou nos últimos tempos onde a nostalgia dos magos da bola dos tempos de Puskas e seus companheiros é mais forte que os argumentos em campo; trouxe desta vez uma certa magia como ao rítmo de rapsódia não boémia como a que foi criada por uma das melhores dádivas do Império Britânico, mas sim uma verdadeira rapsódia húngara digna de qualquer salão do antigo Império Austro-Húngaro.


Uma arbitragem sem quaisquer casos de relevo o que ajudou nesta verdadeira rapsódia de futebol que nos remeteu para uma altura onde o futebol era relativamente limpo e era apenas com amor a camisola.


Fiquei surpreendido com a actuação dos húngaros que nunca tinha tido uma actuação de relevo em qualquer europeu de futebol e hoje pelo menos no primeiro jogo estão aqui para mostrar algum serviço e tal como o País de Gales se arriscam seriamente a serem a equipa sensação do torneio devido ao seu jogo fluído e baseado não só no chamado futebol total, bem como no jogo de equipa que deve ser sempre a base de um jogo de futebol.


 


 


 


Fica o resultado:


 


 


 


 


Hungria 2 (Szalai 62'; Stieber 87') - Áustria 0

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