Possa ou Não tenho que andar mais a pé
Não venho fazer nenhuma campanha por maior uso das pernas, mas sim expor uma situação que apareceu recentemente nos transportes públicos e que só agora reparei que algumas formas de pagamento dos transportes em Lisboa ficaram diferentes, não para melhor, mas para pior e vos venho falar do que fizeram ao sistema de pagamento de transportes públicos Zapping que primeiro surgiu para autocarros e metro em Lisboa e depois se estendeu aos outros operadores com a excepção das rodoviárias.
A mudança que ocorreu no Zapping até que é fácil de explicar e foi esta: antes no Zapping se poderia carregar qualquer valor até 15 euros e o cartão não podia ter mais do que 20 euros de saldo e o mínimo para se carregar era dois euros se o cartão estivesse vazio, mas caso tivesse um cêntimo que fosse poderiamos completar com a importância que fosse necessária para as viagens que fosse necessárias efectuar; acontece que agora o cenário de utilização deste título de transporte mudou, mas mudou para pior.
E mudou para pior porque se deixou de ter a liberdade se carregar com o valor que se quer ou que se pode e agora só se pode carregar em escalões o que faz com que fique sempre valor remanecente no cartão que não é utilizável para deixar o cartão a zeros nem é o utilizável porque este esquema de escalões deixa sempre valor restante porque nunca se pode por o dinheiro que queremos no Zapping e por outro lado não nos devolvem os cêntimos restantes que ficam no cartão indo estes para os bolsos dos operadores de transportes e por tabela para o Estado em sede de IVA a 5%.
Assim sendo voltamos à antiga portuguesa que era ter um bilhete para cada operadora e como usam o mesmo suporte (cartão 7 Colinas/Lisboa Viva) irá haver confusão certamente, sobretudo em pessoas com problemas de visão ou de memória que irão fazer confusão com os títulos de transporte, quando antes se poderia usar apenas um como fosse um passe sem se ter a obrigação de se comprar/recarregar todos os meses como se passa com o passe social e agora para não andarem a encher o cu a gulosos têm que andar com um bilhete para cada transporte ou então andar a pé quando terem que ir trabalhar ou resolver um assunto.
Depois com ideias como estas não se admirem que Lisboa tenha cada vez mais carros nas suas artérias com as respectivas consequências como a poluição ou os problemas como o estacionamento caótico e se esta medida não for retirada vai dar confusão de bilhetes como já vi em vários meios de transportes ou então no caso de pessoas com urgência para irem resolver um assunto andarem à borla nos transportes públicos porque não podem carregar o Zapping com o valor de uma viagem que muitas vezes é o dinheiro que têm no bolso.
Gostava de saber como querem incentivar o uso do transporte público se colocam obstáculos a aquisição de títulos ocasionais quase como obrigando os utilizadores ocasionais a utilizarem as tarifas de bordo no caso da Carris e usarem títulos separados para cada operador como não fosse já de si grave a falta de acessos para boa parte dos transportes públicos da capital da república e como já disse antes não estranhem que hajam cada vez mais carros em Lisboa e tenhámos que aguentar com poluição, estacionamento caótico e baixo nível de civilidade de alguns condutores.
Nem sei quem teve esta ideia embora gostasse de saber quem foi o génio que teve esta ideia de bosta para não dizer ouitro termo mais reles porque era o que merecia ouvir e ninguém deu por nada nem ninguém protestou, até que era normal tudo ter ficado calado porque esta alteração aconteceu na silly season eleitoral e estavam todos entretidos a tentar colocar o Costa das Chamuças e dos Tuk-Tuk no poleiro e nem deram que estavam a ser roubados nos bilhetes dos transportes públicos.
E ficam as minhas perguntas de sempre: Quem ganha com isto? Quem perde com isto? Quem foi o génio que teve a ideia de alterar o sistema do Zapping?
Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar
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