Mais uma vez a Operação Gládio daqui do Burgo parte 2
Continuando o artigo anterior, Farinha Simões ainda acrescenta mais algumas coisas a sua confissão que num país normal seria o suficiente para reabrir a investigação sobre o atentado de Camarate porque as suas declarações são graves o suficientes para que qualquer investigação que esteja em banho-maria seja reaberta em nome da justiça que deveria ter sido feita em nome de todos aqueles que foram assassinados em 4 de Dezembro de 1980 em Camarate.
E retomando o testemunho de Farinha Simões que foi contactado pelo agente da CIA colocado em Portugal de seu nome Philip Snell através do amigo em comum de Farinha Simões e Snell, Paulo Cardoso e esta apresentação foi no Hotel Sheraton em 1975 e o mesmo Paulo Cardoso vivia no hotel situado nas Picoas, pertinho da Maternidade Alfredo da Costa e a conversa entre Farinha Simões e Philip Snell levou algum tempo que o próprio Farinha Simões não se lembra quanto tempo durou a conversa, todavia se lembra que passados alguns dias desta mesma reunião; Farinha Simões foi contactado por Philip Snell para ir levantar a uma agência de viagens situada na Avenida de Ceuta que trabalhava para a embaixada dos EUA, um bilhete de avião para a viagem Lisboa - Londres.
Na capital da velha Albion Farinha Simões encontrou um seu conhecido, o sul-africano Gary Van Dyk que trabalhava com a Companhia de Langley e támbém entrevistado por John Logan, o representante para a Europa da Companhia de Langley e o sr. Van Dyk meteu uma cunha pelo seu amigo Farinha Simões por este ter trabalhado em Angola e o mesmo Farinha Simões trabalhou com os NISS (Serviços de Infromações da Áfica do Sul), mas o Sr. Van Dyk era agente na Europa dos Serviços Secretos Sul-Africanos (DONS).
Entretanto, Farinha Simões regressa a capital da Lusitânia e trabalha para os norte-americanos entre 1977 e 1988 e entre 1976 e 1977 viveu com a sua família no Sheraton e tinha a sua disposição um Ford com matrícula diplomática, estacionado no parque de estacionamento do mesmo hotel cujas despesas eram pagas pela embaixada nos EUA que na altura tinha como embaixador Frank Carlucci (depois director da CIA nos anos 80) e actividade de Frainha Simões era fazer contactos com a Stasi, Serviços Secretos sul-africanos, Mossad entre outros e ganhava por estes serviços 5000 dólares por mês e conseguiu entes emprego por ser fluente em seis línguas e saber o dialecto angolano kimbundo e a partir de 1978 Farinha Simões passou a ser um efectivo da Companhia de Langley, além disso também cuidava de uma ccasa de segurança da mesma companhia que ficava na Quinta da Marinha onde passavam militares e agentes secretos em passagem por Portugal.
Para estas despesas Farinha Simões tinha todos os cartões de crédito que se possa imaginar emitidos no Brasil por bancos estrangeiros e cada um um tinha um limite de 10 mil dólares e entre 75 e 89, Farinha Simões gastou 10 milhões de dólares em várias parte do mundo sobretudo em pagamentos a informadores, politicos, militares, homens de negócios, e também traficantes de armas e de drogas, em ligação com a DEA (Drug Enforcement Agency). E além deste dinheiro havia um saco azul para ser usado naquilo que fosse preciso e o mesmo Farinha Simões lança a bomba quando afirma que a operação Camarate custou a preços de 1980: algo entre os 750 mil e 1 milhão de dólares e José Esteves só por sua conta levou 200 mil dólares e esta verba já inclui pagamentos a vários integrantes da operação como o engimático Sinan Lee Rodrigues.
Neste ponto Farinha Simões descreve as suas acções de formação como ter frequentado cursos em Langley, Virgínia (EUA) e em Quantico pagos pela CIA e o mesmo Farinha Simões andou infiltrado em várias partes do mundo tanto em nome da CIA como da DEA, em países como: Portugal, El Salvador, Bolívia, Colômbia,Venezuela, Peru, Guatemala, Nicarágua, Panamá, Chile, Líbano, Síria, Egipto, Argélia, Marrocos, Filipinas e a ligação de Farinha Simões com a DEA começou em 1981 através de Richard Lee Armitage, conhecido de Henry Kissinger e de Frank Carlucci e o grupo empresarial do antigo chefe da CIA além dos negócios da construção civil se deica ao tráfico de armas bem como o grupo Haliburton que tem como cabeça o vice presidente de Bush Filho, Dick Cheney.
Sendo que o Grupo Carlyle tem vários investidores privados com ligação ao Partido Republicano e que tem ganho fortunas com a venda de armas, petróleo e cimento para os países da chamada primavera árabe como o Afeganistão, Tunísia entre outros e este grupo usava o banco BCCI para lavagem de dinheiro, banco que tinha ligações a CIA e a NSA e que foi fechado nos anos 90 devido a vários casos de lavagem de dinheiro.
Agora vou saltar para a parte que interessa.
Em 1980 o mesmo Farinha Simões é contactado por Frank Carlucci, que além de antigo chefe da CIA e embaixador dos EUA em Portugal é um dos grandes amigos de Mário Soares e Rui Machete, diz de forma vaga a Fartinha Simões que tinha um "trabalho" com a maior das importâncias e que a CIA, o próprio Carlucci e a embaixada dos EUA seriam o apoio de Farinha Simões....
Continua no próximo capítulo
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