Mais uma vez a Operação Gládio daqui do Burgo parte 1
Ontem passaram 35 anos do atentado de Camarate onde foram assassinados Francisco Sá Carneiro, primeiro ministro de Portugal e o seu nº2 no governo da AD, Adelino Amaro da Costa e respectivos acompanhantes e tripulação do Cessna que os ia levar ao Porto para um comício da campanha eleitoral das presidenciais do ano de 1981 e muito se tem falado na imprensa e no neste blog que ontem celebrou 12 anos de vida.
Apesar de ter estado meio fora do mundo dos blogs devido a grandes voltas que a minha vida tem dado conseguir aceder a alguns artigos que mostram que o "acidente" de Camarate foi mesmo um atentado e não um acidente como quiseram mostrar para consumo externo e interno porque há exactos 35 anos houve um magnicídio na freguesia pertencente ao concelho de Loures e que tem mais tentânculos que uma lula gigante,
Começando pelos artigos que tenho vindo a ler sobre o assunto e num deles ainda sobre o trabalho da X CPI que concluiu pela tese de atentado embora o crime em si já tenha prescrevido de forma conviniente para que ninguém fosse preso por este verdadeiro crime de traição à pátria que renderia uns 25 anos de cadeia aos respectivos autores e num artigo datado de Junho do corrente ano.
O atentado volta de novo a bail porque neste mesmo artigo publicado no jornal electrónico Observador, publicado em 23 de Junho onde a confirmação do atentado vem publicada porque os repórteres do mesmo jornal vieram descobrir que as duas testemunhas-chave e que sabiam de tudo que aconteceu no dia 4 de Dezembro de 1980 foram assassinadas em 1983 e estas testemunhas eram José Moreira, proprietário de aviões e a sua companheira, Isabel Silva e foram simplesmente asfixiados com monóxido de carbono o que poderia passar por acidenttal se não fosse o facto de ambos os corpos mostrarem marcas de agressão e o avão que José Moreira tinha colocado a disposição da candidatura de Soares Carneiro tinha sido apreendido dois dias antes do atentado e foi trocado por outro avião.
A este crime se vai juntar a confissão de um dos operacionais do atentado como foi ele que colocou a bomba que levou a queda do avião em Camarate publicada em vários órgãos de comunicação social, o cidadão Farinha Simões que na altura era um agente da CIA colocado em Lisboa e acreditem que este novo update nos artigos sobre o magnícidio de 4 de Dezembro de 1980 vos vai deixar completamente de boca aberta e prova que foi algo que levou algum tempo a fermentar na cabeça de Farinha Simões e dos seus comparsas e que tem como pedra de toque o Fundo de Defesa do Ultramar.
Segundo o mesmo Farinha Simões, as suas actividades como espião começaram no longínquo ano de 1974 onde este conheceu a agente dupla alemã Ute Gerveck que trabalhava tanto para a Stasi (serviços secretos da RDA) como para BND - Bundesnachristendienst (serviços secretos da RFA) e esta mesma agente dupla usava como cobretura o Conselho Mundial das Igrejas, uma ONG que actuava um pouco por todo o mundo e a mesma Ute Gerveck fez um livro que dedicou a Farinha Simões e o mesmo Farinha Simões foi trabalhar para Stasi quando já era agente de Langley (CIA) e em 1978 foi apresentado ao temido chefe da Stasi, Markus Wolf pela mesma Ute Gerveck.
Graças a estes contacto se infiltrou na Stasi, entrando em território da RDA com um passaporte espanhol fornecido pela própria Ute Geverck dois anos antes de Farinha Simões conhecer Markus Wolf, ou seja em 1976 e a sua missão era detectar e denunciar as toupeiras da Stasi do lado de cá da Cortina de Ferro que actuavam junto de personalidades como Helmut Khol, Helmut Schmidt e de Hans Jurgen Wischewski; este último em particular tinha especial atenção da Stasi porque era o responsável pelas ligações entre as duas Alemanhas e era presidente da Presidente da Associação Alemã de Coopenção e Desenvolvimento que tinha projectos de ajuda ao Terceiro Mundo e ao mesmo tempo era membro do Clube Bilderberg e fomentava operações de movimentos de libertação a partir da RFA.
E nesta confissão que num país desenvolvido era o suficiente para recomeçar o processo em tribunal, um país desenvolvido como o Brasil ou uma nação honesta como a Itália com esta confissão já estariam os media em cima dos tribunais para saber quem eram os sicários que iriam a julgamento pelo magnicídio, mas não nos podemos esquecer que estamos em Portugal onde tudo se arquiva, temos que pegar num lançamento de um livro que vai ainda lançar mais achas para a fogueiro da chamada questão "acidente".
E falo nesta questão do "acidente" porque nesta última quinta feira foi lançado um livro da autoria de André Barreiros e este lançamento segundo o autor foi devido a sua pesquisa feita ao longo destes anos todos, todavia não nos podemos esquecer de um facto que envolve as CPI's que houeram logo a seguir do magnicídio que no caso de haver um governo de esquerda sempre apontavam para acidente e quando havia um governo de direita as CPI's apontavam para o atentado e agora temos um governo de esquerda e não é preciso ser um Einstein para se descobrir uma certa ligação de causa-efeito entre este mesmo livro e o facto de Portugal estar agora nas mãos da esquerda que sempre queria que esta tese do acidente fose a causa definitiva do Caso Camarate.
Voltando o Sr. Simões que além de infiltrado na Stasi que coemçou os seus contactos com a CIA nos anos 70 na antiga província ultramarina de Angola na TVA (a tv de Angola na altura) através do jornalista Paulo Cardoso (já falecido) e algum tempo depois, em 1975 forma o grupo terrorista Codeco com os seguintes membros: José Esteves, Vasco Montez, Carlos Miranda e Jorge Gago (já falecido) que pretendia nem que fosse pela guerrilha manter Portugal nos valores ocidentais culturais e civilizacionais...
(fim da primeira parte)
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