Assalto ao poder passado na Lusitânia foi conseguido mas....
Depois de algumas semanas de expectativa, lá António Costa conseguiu fazer o que queria e assaltou o poleiro e se tornou o novo Führer da nação portuguesa e não foi buscar nenhum ministro dos seus partidos de suporte e foi buscar muitos ministros com ligações aos tempos negros de Sócrates o que pode parecer para alguns uma vigança socrática da armadilha que Cavaco Silva lhe estendeu com a música dos PEC.
Vamos ver se os tratados assinados com a UE se vão ser cumpridos ou se esta nação vai levar um pontapé na bilha da eurolândia e este pode ser a grande pergunta que alguns fazem, embora a solução com Costa no poleiro parecia quase ser inevitável porque além do chumbo do programa de governo de Passos Coelho, todas as forças vivas da nação apontavam para o governo Costa e até mesmo os candidatos assumidos ao cargo de maior inútil da nação, digo de presidente da república apontaram todos para este caminho e talvez por isso, Cavaco Silva tenha optado por esta solução.
Não acredito que este governo leve Portugal a bom caminho e mais tarde ou mais cedo estou a ver a troika a voltar a Portugal ou a este governo dar corda aos patins porque não satisfez as vontadinhas da extrema esquerda e com a perda desta bengala vai aparecer a vingança do PSD e do CDS seja com os presentes líderes ou com outros quaisquer que possam ser eleitos na ressaca desta tempestade e depois volta tudo a estaca zero porque os políticos das república são com as fraldas dos bebés, têm que ser mudados porque se sujam sempre e esta república não passa de um leito de percevejos como diria e bem Ramalho Ortigão.
Se nada acontecer de maior, o primeiro grande teste ao governo costista vão ser as eleições presidenciais onde a esquerda aprece toda fragmentada e nem faz tenção de engolir nenhum sapo porque até os socialistas aprecem divididos e nem Marcelo Rebelo de Sousa está garantido que vai ser eleito logo a primeira volta e com esta conversa toda parece que voltamos para trás aos tempos antes-cavaquismo onde a estabilidade política era uma doce utopia ou uma amarga recordação e estava esta nação a espera de alguém ou algo que retomasse a auto-estima da nação onde uns governos se sucediam aos outros e depois tivemos a segunda visita da troika e a entrada do cavaquismo que em parte acordou a nação e por outro a tramou embora tenha trazido auto-estima a nação que durou até aos finais do consulado de Guterres onde começamos a cair com força e onde apenas a realização do Euro 2004 deu alguma da auto-estima perdida e depois da festa, veio a queda aos trambolhões da auto-estima nacional e depois veio a austeridade e colocaram a culpa noutros e não assumiram que o mal também vem de dentro.
Espero que das eleições presidenciais saia um presidente decente porque embora eu seja monárquico e defenda um referendo no qual o povo possa referendar entre monarquia e república, também consigo compreender que Portugal no caso de não ter rei coroado precise de um presidente interventivo e que use todas as suas perrogativas presidenciais sempre que for preciso e trabalhe em articulação com o governo e quando este violar as normas use as perrogativas que podem vir de um simples aviso enviado do Palácio de Belém até a dissolução da assembleia da república e depois de Mário Soares não tenho visto este uso pleno das perrogativas presidenciais porque tanto Jorge Sampaio como Cavaco Silva fizeram o frete aos seus partidos dissolvendo a assembleia não por algum acto ilegal de algum membro do governo ou por alguma violação da constituição, mas sim para facilitar o assalto ao poder por parte dos seus partidos que estariam em clara vantagem nas sondagens.
Apesar de não acreditar que o consulado de Costa vá durar muito, lhe desejo toda a sorte do mundo, sobretudo devido as suas bengalas serem dois partidos euro-cépticos e um deles parece que está parado no tempo ao ponto de ainda acreditar que existe muro de Berlim e outros simbolos semelhantes que não têm sido proveitosos para a humanidade no geral e apoia um regime que corta o acesso a coisas tão simples como a internet ou a liberdade de escolha qual profissão havemos de escolher e vamos ver se o Orçamento do Estado para 2016 vai passar porque se não passar, Cavaco Silva vai ter outra batata quente nas mãos ainda antes do dia 24 de Janeiro que é a data das eleições presidenciais para eleger o substituto de Cavaco Silva que espero que seja uma pessoa que use a cabeça e não faça o frete ao partido e se for de partido diferente do governo talvez seja melhor porque pode servir de contra-balanço para evitar abusos de poder por parte do governo.
E ficam as minhas perguntas de sempre: Quanto tempo vai durar o governo de António Costa? Vamos ter OE para 2016 ou vamos a viver em duodécimos? Se o OE for chumbado, o que pode o presidente da república fazer?
Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar
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