As Primeiras Desavenças
As primeiras desavenças entre CDU e BE por um lado e PS por outro já começaram e logo num dos dossiers mais sensíveis que ficaram dos tempos de Passos Coelho que é a sobretaxa do IRS e tudo o que esta mesma sobretaxa implica e as desavenças se devem a questões de pormenor que nenhuma das partes quer dar o braço a torcer ao ponto dos diplomas sobre a eliminação da sobretaxa do IRS não terem passado pelo crivo de uma votação parlamentar e desceram directamente para a comissão parlamentar respectiva porque as desavenças eram tão grandes que no caso destas serem submetidas ao voto dos deputados da república seriam pura e simplesmente chumbadas e o governo voltaria a cair qual governo dos 5 minutos da primeira república.
Por isso talvez num acesso de rara sabedoria os deputados no seu todo votaram a favor desta medida como todas as medidas mais fracturantes levaram o mesmo destino e com isso o novo Führer de Portugal, António Costa; vai passar a próxima semana em reuniões com os partidos da esquerda parlamentar, incluindo o PAN para chegar a um entendimento sobre estas medidas porque o X da questão em relação a sobretaxa ou melhor falando em relação a eliminação da sobretaxa porque a esquerda espartaquista queria a eliminação fosse feita de forma o mais rapidamente possível e o PS queria que fosse ao longo do próximo ano e a coligação da oposição queria que esta eliminação faseada fosse até 2019.
E esta não é a única desavença porque outra se aplica na procriação medicamente assistida ou mais conhecida por fertilização in-vitro onde ambas as partes do novo poder pensa de forma bem distinta uma da outra e ao contrário da sobretaxa onde o problema reside apenas no promenor de como a redução será feita até a sua eliminação; esta mesma desavença não reside nos pormenores, mas sim nos diplomas que são demasiadamente díspares para que haja algum entendimento e esta possível desavença provavelmente seria aproveitada de uma forma maquiavélica pela coligação da oposição para dar o primeiro chumbo a Costa.
Para ajudar a festa já de si agitada, a múmia de Belém que diz trabalhar perto dos Pastéis de Belém e do Starbucks de Belém (onde de certeza tem que ir beber um café para ver se coloca a cabeça a funcionar) no discurso da tomada de posse do novo Führer da nação deixou um aviso quando faltam menos de dois meses para o fim do seu mandato onde deixou um aviso ao novo Führer da nação onde afirmou que não pode dissolver a assembleia da república (a regra de protecção de dissolução de 6 meses foi criada aquando da primeira revisão da constituição em 1989 estando Cavaco Silva como Führer da nação e Mário Soares como presidente da república para que um governo tivesse alguma estabilidade; mas contudo que pode demitir o governo. E este discurso deixou muita gente descontente sobretudo nos sectores mais virados a esquerda.
Com este cenário agitado estou a espera para ver o que as reuniões de António Costa com os seus apoios parlamentares vão resultar e se não vamos entrar numa nova crise política antes de 24 de Janeiro, data das eleições presidenciais e que fecha este ciclo de eleições todos os anos se nada de extraordinário acontecer só se volta a votar em termos nacionais em 2017 com as eleições municipais e dois anos depois com europeias e nacionais (lesgislativas) no mesmo ano e o presidente da república em 2021; mas atenção que estou a falar no caso do governo Costa chegar ao fim do seu mandato que apesar de não ser da minha cor partidária, espero que aconteça sobretudo se o seu consulado não for manchado por nenhum caso de corrupção ou coisa parecida porque aí então a música será outra.
Vamos ver se Costa consegue acordo porque nem eu e muito menos a nação estão com pachorra para trocar 6 por meia-dúzia em termos governativos porque se não haver acordo o governo de Costa depressa se torna um governo de gestão e então se fosse para isso ficaria lá Passos Coelho e depois duvido que os mercados reagissem de forma tão amistosa como reagiram a queda de Coelho e a ascençaõ de Costa e até mesmo esta situação dos mercados da dívida deixou-me pensativo porque ainda em tempos de Sócrates pouco antes deste tombar da cadeira, não por causa do caso das sucatas, mas por uma birra da múmia de Belém, os mercados da dívda estavam tão agitados que a Troika teve que entrar com as consequências que todos sabemos porque os juros da chamada dívida soberana estavam além dos 10% em todos os prazos; mas enfim é apenas uma ideia para ser pensada.
E ficam as minhas perguntas de sempre e quase sempre sem resposta: Vamos ter governo para 4 anos? Será que António Costa vai cumprir tudo o que disse? Se as reuniões correrem mal, o que poderá acontecer?
Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar
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