Tanta Conversa Por Causa de Uns Pastéis

Há alguns meses atrás algumas figuras públicas e outras nem tanto fizeram uma verdadeira guerra do alecrim e da manjerona por causa de um novo ponto defitivamente turístico na Baixa de Lisboa, mais precisamente na Rua Augusta que foi o caso da Casa do Pastel de Bacalhau que cuja especialidade é o mesmo pastel de bacalhau recheado com Queijo da Serra da Estrela o que causou uma onda de indignação nas redes sociais.


Eu tanto pensei em la ir por causa das críticas que acabei por ir fazer o tira-teimas para ver se a coisa era assim tão ruim como diziam e na minha opinião sincera é que os pastéis de bacalhau recheados com queijo são bastante bons e até servem para forrar o estômago e a única coisa que tenho a apontar é o preço elevado da iguaria porque outras iguarias portuguesas têm levado com laivos de mudança como é o caso dos pastéis de nata que já existem com cerejas ou com chocolate e ninguém vem bramar aos 7 ventos que é um crime porque estão a violar um símbolo nacional.


O que deve ser contestado nesta história é o preço (3,45 €) de cada pastel que chega a ser mais caro do que uma lata de coca-cola ou de uma cerveja vendida no mesmo local (1 a 1,50 €), não exprimentei a qualidade do café, mas para dar mais de um euro por uma bica vou antes ao Starbucks porque sei que consigo um café forte o suficiente para me manter acordado durante duas ou três horas pelo menos.


Aquela conversa toda começada por Maria de Lurdes Modesto por ser contra esta novidade a qual foi seguida por outros bloggers dos blogs do Sapo não tem assim tanta razão de ser a não ser que falem no preço porque de resto não é a mixórdia que andaram por aí a berrar aos sete ventos que eram os pastéis de bacalhau com queijo que afinal não passam de pastéis de bacalhau enriquecidos com queijo e a  contestação que apareceu na rede parecia uma espécie de grupo de discução sobre os artigos de etiqueta e boas maneiras de Paula Bobbone ou os seus vestidos excêntricos que conseguem ser mais excêntricos do que a roupa usada pelos Queen nos seus primeiros tempos e que era desenhada pela estilista punk Zandra Rhodes.


Mas voltando aos pastéis com queijo, além do seu preço proibitivo e demasiadamente turístico não tem terminal de pagamento multibanco o que é uma falha para uma loja que vende os pastéis de bacalhau mais caros da cidade de Lisboa que apenas servem para os turistas dos cruzeiros porque os chamados turistas de mochila têm que se aguentar a bronca e comer pastéis de bacalhau noutro sítio qualquer.


Não recomendo como ida sistemática para um pequeno-almoço, mas talvez para um pequena comemoração como a passagem de ano ou uma aprovação escolar; porque tirando isto e seguindo o ponto de vista economicista da coisa é um sítio demasiadamente caro para se lanchar e acaba por sair mais barato comer um menu prego na Portugália dos Armazéns do Chiado do que comer um pastel de bacalhau com Queijo da Serra caso se queira matar a fome na Baixa de Lisboa sem se querer gastar muito e ao mesmo tempo se manter algum requinte e estilo.


Se fosse a dar uma classificação de 0 a 10 como é meu hábito dar aos locais onde como e bebo, a Casa dos Pastéis de Bacalhau leva um 5,5 devido ao preço elevado que é praticado no establecimento, a falta de acessos a pessoas com deficiência motora no caso de querem comer num local mais acolhedor do que a esplanada, a falta de um terminal de pagamento automático e a falta de outros produtos sem ser os pastéis de bacalhau; porque até os Pastéis de Belém têm mais coisas sem ser os ditos Pastéis de Belém; de resto não vejo o motivo porque se falou tanto no assunto quando o dito establecimento comerical foi inaugurado no início deste Verão onde muito se falou e pouco se acertou porque a principal crítica ser feita aos pastéis de bacalhau com queijo não é a sua receita, mas sim o preço estupidamente turístico para um salgado tão comum em Lisboa e tão ligado as tascas como é o caso do pastel de bacalhau.


Como sempre as minhas perguntas sem resposta: Porque cobram tanto por estes pastéis de bacalhau? Porque se contestou mais a receita dos pastéis do que o seu preço? Poque apenas pensam nos turistas? Quando é que se pensa mais nos lisboetas e menos nos turistas?


Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar


 

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