Há Mais Polícias a Tomar conta do Espírito Santo do que Numa Esquadra

Esta nação chamada Portugal é um case-study naquilo que nunca deve aconecer, mas acontece, lembrando aquelas aldeias das novelas da Globo onde aconteciam coisas do arco da velha e a nova coisa que tem dado que falar é a escolta montada à porta da casa de Ricardo Salgado e que mobiliza pelo menos 8 polícias.


Antes da fusão das esquadras da baixa em duas super-esquadras: Rua da Palma e Rua da Prata (onde antes funcionavam as antigas instalações da Companha Colonial de Navegação, depois renomeada Companhia dos Transportes Marítimos/Companhia Nacional de Navegação) haviam várias pequenas esquadras de Polícia espalhadas pela cidade de Lisboa e estas mesmas esquadras nunca tinham mais do que um graduado de serviço e mais dois ou três subalternos de serviço e a mesma regra se aplica as esquadras alocadas como a do metro de Lisboa ou a do Centro Comercial Colombo.


Como não fosse o excesso de meios para fazer manter a medida de coacção aplicada ao homem que se dizia ser o dono de tudo e que no fim tudo caiu de forma ruidosa e que o caso dos clientes do papel comercial agudiza mais este mesmo estrondo de um banco e dum grupo financeiro centenário que começou a desabar quando a sua filial angolana começou a ruir e alguns negócios do grupo Espírito Santo começaram a sofrer prejuízos quase inexplicáveis e que ao contrário do BPN houve mesmo risco sistémico porque além dos clientes do papel comerical (obrigações de muito curto prazo que funcionam como as letras que antes se usavam quando se compravam bens a prazo, mas que não têm qualquer garantia e têm como prazo máximo 9 meses ou 270 dias) e que cujos perigos já tinha sido vaticinados há mais de 20 anos pelo extinto jornal Semanário nos tempos áureos do cavaquismo em que as obrigações e produtos financeiros de curto prazo (excepto contas a prazo) eram ratoeiras e risco de perda não compensava o investimento.


E voltando a vaca fria: além do claro excesso de meios policiais e que os desvia das funções da polícia existem os custos financeiros porque esta prsão domiciliária com escolta custa várias vezes mais ao erário público do a pulseira electrónica e nós a pagar como sempre como já não fosse o suficiente o rombo da queda do GES e ainda muito mais ainda está por pagar e vamos ver se os culpados por este escândalo algum dia pagarão pelo que fizeram.


E ficam as perguntas de sempre: Porque raio uma prisão domiciliária nos sai tão cara ? Não seria mais económica a pulseira electrónica ou a prisão preventiva ? Quanto nos vai custar este caso ?


Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar

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