Patos e os Desonestos
João Rendeiro, homem forte do falecido BPP foi absolvido dos crimes de burla de que era acusado à pala de uns estranhos produtos financeiros chamados Produtos de Retorno Garantido que eram comercializados por um ramo do BPP chamado Privado Finaceiras que não passava de um aumento de capital de um banco praticamente moribundo.
Tudo começou quando alguns depositantes foram como pescados ou seduzidos por vários gerentes de conta do mesmo banco a colocar as suas poupanças nestes mesmos produtos ou então a pedir empréstimos ao próprio BPP para investir em acções do mesmo dando como garantia as mesmas poupanças qual pescadinha de rabo na boca.
E pelo que vejo o que aconteceu com o Papel Comercial do BES/GES foi quase uma sequela desta novela porque alguns arremediados em vez de tentarem fazer umas quantas apostas na lotaria ou no euromilhões para ver se ficavam mais ricos resolveram cair numa história parecida porque quiseram ser gulosos e ganharem mais dinheiro para as suas poupanças que não eram assim tão despresíveis e quase com toda a certeza passavam mais tempo a aturar as maratonas de pimbalhada que passam aos fins-de-semana a tarde ou aturar os programas de palheta da Júlia Pinheiro e outros parecidos ou a ver as dezenas de novelas ou os big brothers em vez de verem as notícias e não souberam ou não quiseram ver que iam pelo mesmo caminho do BPP.
Mas no caso do BES há uma pequena grande diferença porque em vez de uma situação de pescadinha de rabo na boca como no BPP foi que o produto usado pelo BES foi um produto conhecido nos meios financeiros por ser em teoria um produto financeiro de baixo custo chamado Papel Comercial que não passa de um empréstimo obrigacionista de muito curto prazo e cujas taxas de juro são baixas mas o resgate raramente passa os 3 meses e teoricamente o dinheiro investido volta a origem com um pequeno aumento, mesmo incluindo o imposto das mais-valias.
E sendo redundante faço uma ressalva da ressalva que é a seguinte: uma entidade financeira ou não que faz uma emissão de Papel Comerical é para ter financiamento de baixo custo sobretudo para despesas de funconamento como o pagamento a fornecedores, salários ou de outras dívidas que possa surgir do nada e passado pouco tempo delvolvem o dinheiro, mas isto em empresas relativamente saudáveis; mas o caso do BES/GES é bastante peculiar neste caso.
É peculiar porque se trata de um grupo financeiro com mais de 100 anos de vida, foi um dos pilares do sistema financeiro nacional e esta emissão foi uma medida desesperada motivada pelo desabamento de um grupo financeiro que deveria de ter sido travado logo na sua génese, mas como as entidades de fiscalização financeira estavam entretidas como o parasítico BPN, enquanto o GES qual doente de peste negra ia vomitando pús de vários bubões imundos e que tal como na imortal obra de Albert Camus, ninguém ou quase ninguém ligou até que foi tarde demais e com o regedor da cidade de Ouran da nação a dizer que não havia nada a temer quando afinal havia mesmo.
Agora vamos ver quem vai pagar o resgate deste mesmo papel comerical que uns patos compraram para fazer render mais as poupanças e não souberam ir de olho aberto e delicadamente mandar os gerentes de conta a fava e deixarem-se estar com fora de moda, embora segura, conta a prazo porque como é sabido o BES está em liquidação e o Novo Banco assumiu os activos do BES e os passivos ninguém quer assumir e não se sabe se alguém vai preso e quando pagarão o resgate.
Para não destoar ficam as minhas perguntas de sempre: Quem vai pagar esta conta ? Quem enganou os gulosos ? Porque tmabém não responsabilizam quem vendeu o papel comercial e os produtos exóticos do BPP em conjunto com os homens fortes dos respectivos grupos financeiros ? Quem andam a proteger ? Quem ganha com isto ?
Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar
Comentários
Enviar um comentário