A insustentável gramagem dos sacos

A ecotaxa dos saquinhos está-se a revelar além a da sua relativa infâmia, um tiro no pé do próprio governo porque em alguns estabelecimentos comerciais, os sacos finos ainda são dados e noutros casos, a distribuição alterou a gramagem dos sacos, os tornando mais grossos e mais fáceis de reutilizar e ao mesmo tempo que os isentam da ecotaxa, metem uns quantos cobres ao bolso porque vendem estes sacos mais grossos e apenas dão 2,5 centavos ou cêntimos por saco em vez dos 10 esperados por Maria Luís Albuquerque.


Esta aumento da gramagem dos sacos foi uma fora de mostrar o chamado chico-espertismo nacional e como a sofreguidão extrema da cobrança de impostos deste desgoverno disfaraçada de medida ecológica está-lhe literalmente escapar-lhe entre os dedos como fosse a pegar num punhado de areia e apertá-lo com força e no fim restam poucos ou nenhuns grãos de areia na mão.


Embora o objectivo supostamente primário que é a redução do uso de sacos de plástico fino esteja numa primeira leitura esteja a ser atingido, por outro lado o real objectivo que era uma receita extraordinária por volta de uns bons milhões de euros, não passa com sorte de uns quantos milhares de euros e não contando com os esapços comercais que oferecem sacos a quem faça compras ou para transportar produtos perecíveis que não podem levar com radiação solar directa como carne ou peixe frescos e/ou congelados e depois um passeio por Lisboa à noite é ver dezenas e centenas de sacos de plástico finos e grossos no caixote do lixo como não existisse qualquer ecotaxa criada com o propósito de evitar este tipo de detrito.


Ainda temos que acrescentar os novos sacos de papel que são pagos e que nesta gloriosa nação de seu nome Portugal não nos podemos esquecer que nesta mesma nação todos os anos, as florestas desaparecem em incêndios, muitos deles de origem criminosa e que uma árvore para se tornar produtiva mesmo para acabar em pasta de papel demora várias dezenas de anos para ser produtiva para papel e a reciclagem e/ou reutilização de papel em Portugal é residual e tem mais peso no aquecimento global a utilização de sacos de papel do que sacos plásticos sejam finos ou grossos e por outro lado há outros tipos de detritos que ninguém parece ligar que são os copos/potes de iogurte, garrafas de vidro e as latas e/ou sprays que parece que são ecológicos, mas que nas chamadas ilhas de plástico que estão no meio dos grandes oceanos formam grande parte destas ilhas de lixo que condenam espécies animais e vegetais a uma morte lente e dolorosa.


E ficam algumas perguntas: Porque não colocam uma taxa nas latas e nas garrafas de vidro ? Porque não colocam uma taxa nas embalagens não reutilizáveis como potes de iogurte, maços de tabaco e sprays ? Como é possível que se vendam sacos de papel que apenas servem como propaganda dos espaços comercais e não servem para muito e ao mesmo tempo temos cada vez menos floresta ?


Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar

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