Notas sobre 2014
Não foi para um ano particularmente feliz, aliás bem pelo contrário porque me aconteceram coisas que me marcaram de forma negativa tanto a nível familiar como ao nível geral e vou apenas expor aqui em algumas neste pequeno artigo porque tenho outro a fermentar para ser publicado logo no dia em que o ano de 2015 conhecer a luz do sol em terras lusitanas.
A minha mãe perdeu a capacidade de andar e acabou por ir parar a um lar de idosos, depois como não fosse peso suficiente para o meu lombo correram comigo da pensão onde eu vivia há quase 6 anos, melhor sobrevivia porque não tinha a mínima dignidade humana, e coloco este facto do lado das coisas negativas porque me roubaram tudo ou quase tudo.
Perdi os meus haveres que tinha num armazém alugado porque não pude pagar a renda do armazém e fiquei numa situação bastante dolorosa embora o novo alojamento onde vivo há 4 meses se tenha revelado melhor do que eu esperava em termos de bom ambiente e me sinto relativamente bem e não me sinto como aprosionado.
Também tenho a lamentar do lado das minhas dores pessoais e me desculpem tomar as dores dos outros como minhas, a transmigração para as estrelas do céu dos pequenos grandes lutadores como a Bia ou a Leonor também conhecida como Nonô, partidas as quais chorei e ainda choro de uma forma que eu não consigo compreender e nem achar qualquer explicação.
Mas nem tudo foi mau em 2014 para mim felizmente e posso destacar o facto de ter feito as pazes com a minha irmã e ter matado saudades dos meus sobrinhos que para mim foi uma das melhores prendas de Natal que eu recebi nos últimos tempos; outra coisa boa foi ter achado um alojamento com bom ambiente e ter passado um ano inteiro sem precisar de ir ao hospital por causa da asma e na queda que foi para mim ter que ir as carrinhas buscar comer, houve um certo levantar de alma porque conheci um outro mundo, travei algumas amizades de ocasião e o tempo que estou na rua a espera da carrinha sempre ajuda a superar a dor da separação da minha mãe.
Agora vou passar aos factos gerais do mundo exterior ao meu
Este ano de 2014 foi recheadinho de tragédias para todos os gostos, desde tragédias naturais como os crónicos furacões ou sismos em áreas densamente habitadas embora os sismos tenham sido particularmente poucos em 2014 que foi um ano de mau tempo em todas as leituras que esta expressão possa ter.
Houve uma hecatombe no mundo financeiro português com a queda do Grupo Espírito Santo ao fim de 150 anos de existência, mesmo apesar de nos termos livrado da troika e dos juros da dívida quase a níveis incomportáveis e quando acordamos estamos a vender tudo e mais alguma coisa como a TAP e outros sectores estratégicos.
Não nos podemos esquecer da ainda presente epidemia do vírus Ébola que ainda está a fazer vítimas e vamos ver quando que acaba se chegar a ter um fim; depois tivemos em Portugal um dos maiores surtos de sempre da Doença do Legionário da história e depois se juntam os acidentes aéreos que nem vale a pena muito falar para não estragar o dia.
Ainda se pode acrescentar a miséria que foi a presença da selecção nacional no mundial do Brasil e o triste final do Brasil que no seu mundial foi a selecção com mais golos sofridos de sempre ou uma das que mais sofreu.
Para acabar o rol das coisas más: ainda temos Passos Coelho no governo, mas para mal dos nossos pecados não deve haver melhor peça na oposição; a república continua em Portugal e a corrupção em Portugal é melhor nem falar no assunto e no mundo se derrama cada vez mais sangue inocente.
Coisas boas: o Benfica ter ganho tudo em termos de troféus nacionais, o reconhecimento de Cristiano Ronaldo como um dos melhores futebolistas de sempre (senão é mesmo o melhor de sempre); a descoberta da verdade sobre José Sócrates e vamos ver até onde vamos dar....
Bem assim se resumiu 2014 que para mim foi para esquecer
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