Lisergicamente doce, Oniricamente delicioso, Psicadelicamente saboroso

O novo e parece que derradeiro álbum dos britânicos Pink Floyd "Endless River" é um regresso as origens dos Pink Floyd dos primeiros tempos de albuns exprimentais e completamente psicadélicos como Umagumma ou The Dark Side of The Moon onde os restantes membros do grupo, o baterista Nick Mason e o guitarrista David Gilmour pegam em material gravado ainda antes da morte do teclista Richard Wright em 2008 devido a um cancro.


Roger Waters, ex-vocalista dos Pink Floyd, não quis entrar neste derradeiro rio sem fim de doces sensações que nos fazem desligar por momentos do espaço e do tempo onde estamos e nos faz levitar a alma que quase desligamos totalmente corpo e alma em duas entidades distintas sem que haja a mínima sensação de pânico e ainda ficamos com uma sensação que sabe a pouco ou com vontade de voltar a repetir a audição do mesmo disco no seu todo várias e várias vezes.


Bom para ler com livros de Richard Bach ou Herman Hesse porque a fusão da obra destes dois autores com as músicas que fazem parte do alinhamento de Endeless River fazer corpo e mente entrar por sensações nunca antes sentidas e ao mesmo tempo que dão serenidade, bem-estar e prazer sem se ter que usar ou tomar nada de tóxico para que se chegue a uma espécie de nirvana ou micro-nirvana onde sentimos algo semelhante a um fluxo de energia pela espinha e ao mesmo tempo nos sentimos a alma a fazer uma verdadeira viagem espacio-temporal, mesmo que estejamos a descer a Avenida da Liberdade a pé, a nossa alma não se encontra ali e apenas sentimos as pernas que nos fazem locomover pelo espaço antes ocupado pelo Passeio Público.


Recomendo vivamente a compra do derradeiro álbum de originais dos britânicos Pink Floyd que é uma verdadeira saída pela porta grande de um dos melhores grupos musicais de sempre e que no seu álbum de despedida sabe como se despedir da sua legião de fans.


Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar

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