Santo Buraco Negro

O caso Espírtio Santo se está a revelar mais podre do que mutos de nós poderiamos esperar porque as contas do banco antes e durante os primeiros tempos da troika em Portugal foram literalmente e em bom português aldarbadas de forma que  os  buracos sem fundo como casos do BESI ou do BESA ou da Rioforte não se soubessem e a testa de grupo composta pelo Banco Espírito Santo e a seguradora Tranquilidade tapavam os buracos sobretudo do sector não financeiro do GES.


Este buraco negro começou a vir ao de cima em 2013 numa reunião da cúpula do GES, ou seja, da família Espírito Santo onde começou a já aqui mencionada guerra entre os primos Ricardo Salgado e José Maria Ricciardi e depois ainda há a ligação ao caso dos submarinos que ajudou que a família ficasse com algum no bolso a conta do negócio, mas nunca se soube quem era o 5º elemento que ficou com dinheiro do bolso a conta dos submarinos.


Mas voltando a vaca fria, se sabe que não é apenas durante os tempos da troika que as contas do GES têm sido falsificadas porque segundo algumas publicações brasileirass esta falsificação vem desde 2008 a conta da música da Rioforte e da PT que foi detonada pelo senhor Bava e que vai quase com toda a certeza para mãos brasileiras e segundo estas mesmas fontes brasileiras, a PT comprou 900 milhões de euros em Papel Comercial do ESFIG (Espirito Santo Financial Investiment Group) com sede no Luxemburgo e que se encontra sob programa de protecção do credores por títulos equivalentes da Rioforte e esta troca feita segundo algumas fontes, nas costas dos accionistas da PT abriu a caixa de Pandora das desgraças na ex- Telefones de Lisboa e Porto.


Para ajudar a festa, os representante da Oi na PT vão sair da PT depois de Bava ter levado uma bela compensação depois de ter sido corrido da Oi e os franceses da Altice, outro accionista de referência da PT e que tem em Portugal empresas como a Cabovisão e Oni estão realizar reuniões com cada um dos accionistas de referência e segundo o diário lisboeta Público estes mesmos contactos podem ser para uma futura aquisição da PT que em termos bolsistas está e queda livre, bem como a sua associada brasileira Oi que tem estado no vermelho desde que esta situação começou e a recuperação da Oi passa pela venda dos activos que detém em África em parceria com a PT para recuperar capital.


E esta situação que mostra a real imagem do que é um risco sistémico ainda tem mais para mostrar e dá que pensar porque raio as entidades de fiscalização andam literalmente a pastar e a coisa não fica por aqui porque tal como o caso Face Oculta que teve vários spin-off, o caso GES não poderia ser diferente.


O primeiro spin-off que se sabe deste caso é de outra guerra familiar do grande capital entre o empresário e antigo piloto de carros de rally e de turismo (aka. Wttc/DTM) Pedro Queirós Pereira, conhecido pelo seu nome de guerra dos tempos das corridas, PQP ou PêQuêPê e a sua irmã Maude Queirós Pereira.


O grupo do antigo piloto de corridas, dono de empresas como a Semapa despachava os 7% que detinha da Espirito Santo Control e o GES larga a Sodim e a Cimigeste, empresas do grupo detido por Pedro Queirós Pereira depois de vários anos de conflito, mesmo se sabendo que foi o grupo de PQP que preparou o terreno para o regresso da família Espírto Santo depois das nacionalizações das reprivatizações dos anos 90.


Acontece que tal como no GES, o grupo PQP é sobretudo familiar e Ricardo Salgado apenas fez isto:



“Agora há outra coisa  que você tem vindo  a falar e que me tem  incomodado um  pouquinho. Que é  sobre o pagamento  eventual que vamos  fazer à Mausy  [diminutivo de  Maude Queiroz  Pereira]. Incomoda-me me  que a gente tire do  nosso bolso 5 milhões  de euros para ajudar a  Mauzinha a vender a  participação para o  Pedro. É uma decisão  que até podemos  fazê-la, mas é aqui do  Conselho Superior”


“Para convencer  a Mauzinha a vender  a gente está a adoçá-la  com mais 5. Mas são  5 que fazem falta. 

Porque é que a  Mauzinha há-de  receber e não hão-de  ser os accionistas a  receberem os 5  milhões?”

Ricardo Abecassis 

Espírito Santo

7 de Novembro de 2013

 

 




Como podem ver a coisa promete e até porque Ricardo Abecassis Espírito Santo não gostou de saber que os cabeças da família receberam 5 milhões cada um à conta do negócio dos submarinos e ele ficou de fora, mas apesar disto, o mesmo Abecassis Espírito Santo serviu de mediador entre o grupo Queirós Pereira que está literalmente em estado de guerra e o GES com a ajuda do antigo ministro das finanças do último governo de Cavaco Silva: Eduardo Catroga e Francisco Cary, vice-presidente do BESI e as duas irmãs de PQP, Maude e Margarida se passaram para o lado do GES quando o mesmo GES queria deitar a unha a Semapa e esta guerra colocou fim a uma associação que foi a chave do regresso da família Espírito Santo a Portugal e que foi assinado pelos pais dos actuais cabecilhas dos grupos Queirós Pereira e Espírito Santo, para que o segundo pudesse voltar a Portugal.

Pedro Queirós Pereira não perdoou que Ricardo Salgado usasse empresas-fachada como testas-de-ferro para lhe comprarem a "sua" Semapa, aproveitando a guerra entre os irmãos e PQP não foi de modas e no ano passado denunciou os podres do GES no Banco de Portugal sem qualquer pudor ou medo, dando o golpe final nesta guerra e ao mesmo tempo sendo um dos pregos da cruz onde foi crucificado o GES e Ricardo Salgado bem como o resto da família.

E como sempre as perguntas sem resposta: Aonde estava a CNVM para parar com esta negociata ? Será que a fiscalização financeira nos serve de alguma coisa ? Até onde mais vai este mar de podridão ? Quem mais se segue nesta novela ? Porque o governo não fala sobre isto ? Porque as autoridades judiciais ainda não se colocaram em campo ? Com quem andam a brincar ? Quem paga a conta ? Para que nos serve a república e o seu presidente ?

Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar

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