Pontaria Certeira
Ao contrário da escolha duvidosa de Barrack Obama ou da União Europeia para a atribuição do prémio Nobel, desta vez o comité norueguês Nobel acertou com uma pontaria como quase nunca se viu, na artibuição do prémio que reconhece algo que é muito difícil de se conseguir, a paz.
Hoje se soube pelos meios de comunicação social que dois activistas que lutam pelo direito a educação sobretudo das mulheres na Ásia ganharam o Nobel da Paz: a jovem Malala Yousafzai que foi antigida a tiro num atentado feito pelos Talibans quando a jovem Malala voltava para casa depois do dia de aulas na sua terra natal no Paquistão e foi antigida na cabeça e no pescoço e apesar de ter estado literalmente entre a vida e a morte, nunca deixou de lutar pelo direito das crianças pela educação, sobretudo as raparigas que segundo a regra dos talibans estão proibidas de ir a escola depois dos 13 anos.
Apesar deste mesmo antentado que Malala sofreu em 9 de de Outubro de 2012, ter sido condenado por 50 clérigos islámigos através de um Fatwa que traduzido de forma livre para português quer dizer lei ou decreto; os Talibans continuam a insistir a querer matar Malala Yousafzai e a sua família e Malala Yousafzai aos 17 anos se torna a vencedora mais jovem de qualquer prémio Nobel ao ganhar hoje o Nobel da Paz ultrapassando o australiano Sir William Lawrence Bragg, estudioso da refracção de raios-X que ganhou o seu prémio Nobel aos 25 anos.
Malala Yousafzai partilhou o seu prémio Nobel da Paz com o activista indiano Kalish Satyarthi de 60 anos que desde dos anos 90 lluta contra o trabalho infantil e contra a exploração de crianças na Índia trocando o seu curso de engenheria por esta missão de verdadeiro salvamento de almas na segunda mais habitada nação do mundo e naquela que é considerada a maior democracia do planeta e que tem uma associação que luta contra a exploração de crianças: Bachpan Bachao Andolan (Movimento para Salvar as Crianças, em tradução literal) que já resgatou pelo menos 80 mil crianças e vários milhares de adultos que estavam reduzidos ao estado de escravidão.
Deste vez se pode dizer que foi uma escolha mais do que acertada do Comité Nobel ao atribuir o Prémio Nobel da Paz a estes dois heróis dos tempos modernos que da sua maneira estão a salvar vidas e a tornar aos poucos, o mundo um sítio melhor para se morar, e é para estes casos que o Prémio Nobel da Paz se aplica e não a conversas ocas como as intenções da UE ou de Obama porque estas apenas são palavras vãs e o mundo para ser mundo precisa mais do que palavras vãs.
Apenas deixo uma pergunta: Porque o Comité Nobel não é tão acertivo como foi este ano ?
Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar
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