Feijão Frade Santo (Conclusão)
Como ontem vos disse Ricardo Salgado andou, digamos que a enxovalhar o seu contabilista por este ter falsificado as contas do GES e foi acusado em 27 de Janeiro que Francisco Machdo da Cruz andou a falsificar a contablidade do ramo não-financeiro do GES.
Todavia, apesar do mesmo contabilista ter ocultado um calote de 1,3 biliões de euros, foi protegido pelo próprio Ricardo Salgado o protegeu da ira do coselho superior do GES e até meteu uma cunha para a esposa de Machado da Cruz ter emprego e o mesmo Machado da Cruz acabou elogiado pelo próprio Ricardo Salgado pelo próprio Machado da Cruz ter recuperado cerca de 40 milhões de dólares e que o departamento norte-americano do grupo estava a ser bem gerido (Espirito Santo Plaza) que ficava em Miami.
Não consigo entender estas duas faces de Ricardo Salgado que foi um verdadeiro feijão frade com duas caras uma para consumo externo outra para consumo interno porque precisava que houvesse um pacóvio para aguentar com as culpas e ao mesmo um pacóvio que continuasse a pantomina que se passava nas contas do GES sem que se soubesse a verdade real de um grupo financeiro que estava em morte cerebral em finais de 2013 sobretudo graças ao seu ramo não-financeiro.
Neste caso em particular acho uma descarada contradição entre o caso do BES e o caso BPN porque enquanto foram salvar um banco contaminado de barões e antigos barões do PSD e que não oferecia qualquer risco sistémico e deixaram cair um grupo financeiro centenário e este sim com claro risco sistémico como prova a exposição da PT e vários casos de contas que foram movimentadas sem autorização dos titulares e assim se sabendo mais um pouco mais da golpada do GES.
Como sempre as perguntinhas: Como são possíveis casos como estes não darem origem a penas de prisão ? Aonde está a fiscalização financeira ? Com quem andam a brincar ? Porque ninguem vai dentro ? Quem ganha e quem perde com isto ?
Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar
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