Portugal, uma democracia..... só se for em Sonhos
Hoje na edição electrónica do diário lisboeta Público li o caso de Liliana, uma mulher portuguesa que se atreveu a ser mãe neste país sem eira e muito menos beira e por este atrevimento, perdeu o seu emprego e vou tecer umas quantas linhas não em específico sobre o caso de Liliana, mas sobre o crime que ela sofreu e que é passatempo do patronato actualmente em Portugal e ainda dizem que vivemos em estado de Direito e em democracia nesta república dos bananas.
Agora o novo passatempo ou vício do patronato em Portugal é despedir mulheres grávidas, ou que deram a luz ou então é retirar simplesmente o direito destas mesmas mães darem peito aos seus filhos, sob pena destas mesmas mães ganharem menos salário no final do mês e todos nós sabemos a pouca vergonha que são os salários em Portugal.
Como não fosse crime suficiente, nas entrevistas de emprego olham sempre para as mãos das entrevistadas para ver se elas têm alguma aliança nem que seja de compremetida e perguntam logo de cabeça se a candidata pensa ser mãe em breve e no caso de resposta afirmativa, a candidata leva com o lacônico: "depois telefonamos", ou seja, recusa do direito a trabalhar que é tão válido como o direito a vida ou a habitação ou a saúde, direitos os quais os dois últimos desgovernos fizeram o favor de nos tirar com a cumplicidade dos dois fantoches de Belém e depois ainda perguntam como se faz para que nasçam mais crianças.
A resposta é mais simples do que pensam e são apenas duas: reduzam os mimos do poder político da república e criem empregos para todos independentemente de serem mulheres ou homens. Resposta simples e directa que pode incomodar muita gente, mas é a dura da realidade que muitos negam em ver sabe-se lá por que raio de motivo e depois ainda se queixam nos media que a taxa de natalidade que para assegurar a substituição das gerações conforme falecem ou se reformam por gente nova que deveria de ser entre os 2,1 a 2,5 nascimentos por mulher (pelo menos porque há quem defenda 3 a 4 durante algum espaço de tempo quando a população está envelhecida como é o caso do Japão ou de Portugal) nem chega aos dois nascimentos por mulher e já li num estudo que já está abaixo de 1,5 nascimentos por mulher o que se torna grave porque mesmo que os 14 ou 16% de desemprego recuasse para os níveis civilizados dos tempos do cavaquismo e do guterrismo quando o desemprego andava por volta dos 7 a 9%, não haveria descontos para os sistemas de reforma nem de impostos sobre salários suficientes para as despesas da nação porque os que se reformavam sempre seriam mais do que os começariam a trabalhar.
E esta baixa brutal da natalidade também se deve a falta de maternidades devido a pancada dos últimos desgovernos em fechar maternidades e a falta de escolas motivada também pela mesma paranóia dos cortes em nome do resgate da troika que afinal resultam em mais mordomias para uma mais do que caríssima república portuguesa e este roubo de direitos maternos era feito nos tempos do Estado Novo, sobretudo no sector industrial não-especializado onde eram comuns os abortos espontâneos devido a esforço físico e pelo visto com estes dois mas recentes desgovernos estamos a ficar cada vez menos desenvolvidos, cada vez com menos direitos, sobretudo as mulheres, com menos gente a nascer e cada vez mais atrasados porque no Índice de Desenvolvimento Humano antes do Sucateiro Sócrates ter subido ao poder estávamos perto da Alemanha ou da Bélgica num 21º lugar entre quase 200 nações.... agora somos o 41º, 12 lugares abaixo da Grécia e já chegamos a descer até o 48º graças ao sucateiro; mas depressa voltamos aos lugares perto 50º ou abaixo se continuarem com os cortes e não cortarem onde devem cortar.
No entanto não nos podemos esquecer que no Estado Novo haviam patrões mesmo do sector industrial quando tinha trabalhadoras nos serviços braçais que as tiravam daquele serviço sobretudo se engravidassem e as substituiam pelo marido destas mesmas mulheres no caso delas serem casadas e se tivessem caixa de previdência tinham os cuidados mínimos, mas hoje em dia descontar para caixa serve apenas para encher o cu aos gulosos que nos roubam os direitos que Abril nos deu e mostram a verdadeira face de um regime republicano e podre que urge eliminar para que se volte a ter direitos e é nestes momentos que os chamados movimentos de mulheres devem falar e não ficarem calados e apenas falarem se alguém se lembra de cobrar taxa moderadora por abortos sistemáticos ou virem com a conversa de sempre no 1º de Maio ou no Dia Internacional da Mulher como aqueles parentes cínicos que têm a mania de dar as boas festas a família pelo Natal e passam o resto do ano a lixar o juízo.
E ficam as perguntinhas de sempre: Aonde está a democracia em Portugal ? Porque os movimentos de mulheres estão calados ? Será que esta proibição de ser mãe é direito da mulher no ponto de vista de movimentos como o MDM ? Afinal para que nos serve a classe política da república se apesar de fazer cobrar em impostos, não protege os mais vulneráveis e nem assegura a substituição das gerações ? Para que nos servem os impostos ?
O que fazem com o dinheiro dos impostos ? Para que serve virem escritos na constituição os direitos humanos e básicos se este governo os rouba todos os dias e de todas as formas e quem deve defender a lei fundamental passa o tempo a dormir ? Se as forças armadas juram defender a constituição, então aonde elas estão ? O que fizeram a constiuição que nasceu daquela madrugada de Abril que nem parece que foi há 40 anos, mas sim há 400 anos ? O que ganham a nos roubarem os direitos ? Se esqueceram que a guerra da independência dos EUA começou exactamente por cobrança abusiva de impostos sem que os colonos tivessem direitos ? Afinal há alguém nesta nação para que raio nos tem servido a república em 104 anos de existência e o actual presidente de tão podre e infecto regime ?
Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar
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