Quando se Zangam as Comadres do Dinheiro....

O caso Espírito Santo como disse e bem um comentador deste mesmo blog a beira de completar 11 anos, deita as informações para o grande público a conta-gotas e apesar disto se vai sabendo partes deste mesmo caso ou pelo menos versões da história que cada vez está mais embaraçada e cada vez se percebe menos como é que ficou assim.


Agora aparece o chefe da família ou pelo menos tinha este papel até a acontecer a crise que derrubou um dos mais antigos bancos portugueses com pouco mais do que um sopro a apontar o dedo da culpa da crise não para si, mas para os outros membros da família, apesar de outros gestores do grupo acusarem Ricardo Salgado de tomar medidas em votação e de falsificar documentos e contra issso Ricardo Salgado diz que cada membro da família é responsável pela sua área de negócios.


Os alvos destas palavras de Ricardo Salgado foram Manuel Fernando Espírito Santo que esteve a frente de muitos negócios duvidosos do Grupo Espírito Santo como a Rioforte; outro alvo foi José Maria Ricciardi que esteve a frente do BESI e por outro lado a família deixa Ricardo Salgado com as calças na mão sobretudo quando o próprio admite ter tomado decisiões sem sido submetidas a votação ou fazerem parte das actas de reuniões do GES e nesta volta se sabe que a Tranquilidade vai ser vendida não se sabe a quem e já se pede que haja nas chamadas novas gerações da família alguém capaz para tomar os destinos do GES porque se sabe que Ricardo Salgado teoricamente tem mais 6 anos de mandato e muitos dos ramos do GES que estão em gestão controlada no Luxemburgo têm como cabeça Ricardo Salgado que ainda tem o poder formal no Grupo.


Muitos de nós comuns mortais gostariamos de saber como foi possível a CMVM permitir a eleição até 2020 de Ricardo Salgado quando o seu nome já andava nas bocas do mundo pelos piores motivos e um deles era, e quem sabe é, gestão danosa e mesmo assim assobiaram para o lado como nada fosse como a CMVM, mostrando de forma descarada a inutilidade da fiscalização financeira em Portugal que apenas serve para gerar reformas douradas porque de resto não tem qualquer utilidade porque se tivesse utilidade, casos como o BPN ou BES tinham sido sanados logo de início sem que acontecesse o alarido que está a acontecer.


E como sempre as perguntas: Quem é o culpado ? Aonde isto vai dar ? Quem assume as culpas da queda do BES ? Quem vai pagar a conta ? Aonde está a fiscalização financeira ? Para que raio serve a fiscalização financeira ?


Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar

Comentários

Mensagens populares