Adeus Bia, Até um Dia Destes
As redes sociais têm esta magia de aproximar pessoas que não se conhecem no mundo físico e ao mesmo tempo nos torna próximos das alegrias e das tristezas de várias dezenas de pessoas e a Bia foi uma criança que lutou de forma corajosa contra o mais cruel e insidioso cancro de seu nome leucemiae que se torna ainda mais cruel quando ataca as crianças e Bia se transformou em mais um anjo aos 6 anos.
Escrever estas palavras para mim está a ser uma dor que me deixa a chorar que nem um louco, uma dor tão grande que me deixa perdido de dor como eu tivesse perdido um filho ou um neto uma tenra idade e seguia o forum de apoio a Bia desde do início ou quase do início e acompanhei não uma criança como as outras, mas sim uma lutadora e choro porque sei o que é a luta de uma criança contra o cancro porque já não é a primeira vez que olho nos olhos de uma criança do IPO de Lisboa e já lá vou há praticamente uma década e eu fico com uma sensação de impotência de não puder curar aquelas crianças e ao mesmo questiono o divino ou se ele existe mesmo porque não compreendo tantas crianças a sofrer.
Pode ser lamechice para todos e todas que lêem este blog que está a poucos meses de completar 11 anos e esta dor que sinto com a partida da Bia e outras tantas crianças que eu nunca cheguei a conhecer me deixa completamente destruído por dentro sem muito que eu possa fazer para evitar estas mesmas mortes porque não posso ser dador de medula devido as doenças que padeço e este facto me deixa com uma raiva que nem posso suportar e a luta de 4 anos da Bia serve para nos alertar que em cada um nós há o dever de ajudar, seja sendo dador de sangue ou de medula ou pedindo para alguém, seja de que maneira fora; mas temos que ajudar estes lutadores que lutam sem descansar nem param quando em alguns casos sabem que não vão ganhar, mas nunca desistem e temos que ser assim, nunca desistir e lutar até ao fim para que a nossa luta sirva de exemplo aos outros que não se têm que preocupar a lutar para verem o dia seguinte nascer......
Obrigado por tudo Bia, muito obrigado do fundo do coração
A minha forma de expressar o que sinto pode ser de uma rudeza tão incrível que mostra uma contraditória sensibilidade
não sei como ou o porquê de eu ser assim, mas sou assim
e vos deixo uma mensagem minha que já foi publicada aqui algumas vezes ou republicada e serve para vos fazer pensar
vos vou deixar de novo o artigo do relato de um dia no IPO que mudou a minha vida para sempre....
Mundo ! Para e Pensa, Bolas !
Em sequência do tratamento da epilepsia o meu neurologista me marcou uns testes psicológicos para ontem e me esqueci do cartão do utente do IPO de Lisboa (graças as lista de espera só consegui neurologista no IPO) porque tinha cabeça no descalabro futebolístico da noite desse próprio dia.
Hoje me ligam do IPO para eu ir buscar o cartão de utente e para encurtar caminho para chegar a unidade de psicologia passei pelo parque infantil do IPO e reparei que o pavilhão doado pelo Lions Club estava aberto e olhei lá por dentro e tive a mais dolorosa experiência em 26 anos de vida, acreditem ou não, ou talvez seja exagero meu tive a sensação como perdesse um filho porque o pavilhão do Lions Club estava cheio de crianças todas de cabeças lisas (nem sabem o que me está a custar a escrever isso) devido a quimioterapia.
Essa sensação de perca e de impontência para ajudar se deve porque vi ao colo do pai uma bebé de 5 meses (pelo tamanho parecia ter 5 meses ou talvez um pouco mais) com um penso na nuca devido ao catáteter da quimioterapia, uma anjinha linda que os pequenos olhinhos castanhos olharam para os meus da mesma cor; mas ja tinha que enfrentar a luta da sua vida e fui a chorar o caminho tudo como perdesse um filho.
Tenho tido muitas expriências dolorosas na vida tanto vividas por acontecimentos externos como o 9/11, o 11-M, a morte de Feher, o atentado de Olkahoma, mortes de parentes entre outras. Mas a visão dessa anjinha ultrapassou tudo me senti como um pai que perdeu o seu filho, me sentia um pai louco e desesperado, impotente sem poder ajudar aqueles pobres anjinhos que já sofrem duma doença cruel que ainda é mais cruel quando antige as crianças, pensei que as minhas sobrinhas poderiam estar ali, pensei que um filho meu poderia estar ali, fiquei num estado tal de desepero que estava a ouvir rádio e o ignorava, ignorava os carros, ignorava capas de jornais so de pensar naquelas crianças e em especial naquela bebezinha que poderia ser filha de qualquer um ou uma de nós.
Mundo ! Em ti se mata e se viola crianças em guerras, em bairros há animais que matam os seus filhos mas tais actos não são precisos quando a Mãe-Natureza tem actos de suprema beleza como a Amazónia e seus animais ou as florestas da Oceania e Indonésia mas como pde ser cruel e fazer que as pobres crianças sofram duma das mais crueis doenças que existe chamada cancro.
Até para ficar melhor me tentei lembrar do episódio/filme do Charlie Brown "Why,Charlie Brown,Why" que menciono em entrada homónima do dia 04/06/05 que conta a luta duma das amigas de Charlie Brown contra essa cruel doença mas me vinha sempre a memoria a imagem dos petizes e das petizas a sofrerem. Mundo ! Em ti se mata e se viola crianças em guerras, em bairros há animais que matam os seus filhos mas tais actos não são precisos quando a Mãe-Natureza tem actos de suprema beleza como a Amazonia e seus animais ou as florestas da Oceania e Indonésia mas como pde ser cruel e fazer que as pobres crianças sofram duma das mais crueis doenças que existe chamada cancro.
Deus e todas as divindades nos livre a nós e todas e as nossas crianças dessa cruel doença.
MUNDO! PARA E PENSA, BOLAS ! Não deixo perguntas só cinco pedidos: Se poderem ajudem a Acreditar que é uma associação de apoio aos pais as crinaças com cancro e que recebe donativos da fundação do Gil ou sejam voluntários num dos IPO's existentes em Portugal ou sejam doadores de medula ou divulguem casos de pedidos de ajuda a crianças ou deem sangue num hospital pediátrico perto de vocês.
Post-Scriptum: Como são as coisas com alguem sem filhos pode sentir que perdeu um filho e ainda está chorar quando viu as pobres crianças a hora do almoço e passado esse tempo todo ainda choro.
desculpem-me ser tão lamechas..... mas sou assim e apenas faço o pedido de sempre para lerem, comentarem e divulgar
Sei que todos os dias há crianças que morrem de cancro nas pediatrias oncológicas em todo o mundo, mas quando uma pessoa acompanha durante 4 anos a luta de uma criança, ainda por cima no mesmo hospital onde vai buscar os remédios para ter duas doenças crónicas controladas e vigiar uma doença rara sem qualquer cura; custa ler, faz doer saber que esta mesma criança teve 4 anos a lutar e não conseguiu ganhar
Começo a duvidar do divino, mas quem acreditar que reze por todas as crianças do mundo sobretudo as que estão a lutar nos hospitais paraque fiquem vivas....
Até um dia destes Bia.....
Beatriz Parreiras (2008-2014)
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