Grupo Espírito Santo, o Ragnarök ou o Apocalipse da Banca e da República

Esta desgraça que vem por aí vinda do segundo maior banco privado português e terceiro no geral, apenas perdendo posição para a Caixa Geral do Estado que por enquanto ainda é estatal e para o Millenium/BCP começou pelo que se sabe por uma sub-empresa do grupo Espírito Santo da chamada área-não financeira que emitiu papel comercial para se auto-financia (papel comercial são obrigações de muito curto prazo, sempre inferior a 1 ano) e quando foi a altura do resgate não tinha dinheiro para pagar aos subscritores deste mesmo papel comerical e decretou falência apanhando muitos otários com as calças na mão e puxando por uma fininha linha de alinhvar se veio a saber que a coisa é pior do que se pensava.


Se revelou pior porque a holding ou conglemorado que está a cabeça do grupo Espírito Santo tem um buraco de 7 biliões de euros que não se sabe como vai ser sanado e pelo que se soube pelas notícias de vários canais televisivos se este buraco não for sanado, o GES simplesmente cai como o BPN, acontece que o estrondo vai ser muitíssimo maior porque tanto o GES tem partricipações em tudo ou quase tudo que é firma em Portugal como o contrário também se aplica ao ponto de todos as empresas indexadas no índice bolsista português terem quedas que rondaram os 10% o PSI-20 caiu quase 5% num dia só, queda a qual foi a maior do ano pelo menos e os efeitos se sentem nas bolsas internacionais como Londres ou Nova Iorque.


Para ajudar a festa, já fala que o BES - Angola vai ser ou está para ser nacionalizado para evitar danos na antiga pérola do Império Ultramarino Português dando origem a piadas que o BESA vai ser o Banco Eduardo dos Santos & Amigos e aqui em Portugal enquanto os desgovernos Sócrates e Passos Coelho/Portas SA se entretiveram a salvar uma pulga do sistema bancário nacional com os custos que nós sabemos, o presente desgoverno não quer mexer uma palha para intrevir no 3º maior banco da nação e disse apenas para o GES se entender com os credores; pois todos nós sabemos a porra que se passou no BPN: é que o BPN era o Banco do PS e do PSD com muitos barões dos dois partidos lá metidos e não convinha que se soubessem os desvios feitos por eles porque até se o BPN caisse a exposição do mercado e o chamado efeito sistémico não era muito sentido, agora se o GES cai, é como explodisse uma bomba nuclear na economia nacional, semelhante a que explodiu em Hiroshima e uma queda do BPN seria um beliscão se comparado com a queda do GES que cujo rumor da queda quase certa está a deixar a bolsa em pânico e mais tarde o mais cedo o efeito sistêmico se vai sentir no comum dos portugueses.


Ontem, o desgoverno disse que os depósitos no BES estavam seguros e sinceramente com tanta queda na bolsa e com a violência que está a ser, o dinheiro depositado no BES está mais inseguro do que se estivesse na mão de um romeno que ande a mendigar na Baixa de Lisboa ou algo semelhante e se eu tivesse lá algum dinheiro depositado o tirava, antes que o verdadeiro pânico começasse porque a coisa vai ficar mesmo feia e vai ser mesmo uma tribulação tal como vem descrito no livro do Apocalipse Segundo S. João ou na Edda em Verso sobre o Ragnarök.


E ficam as minhas perguntas de sempre: O que nos espera o futuro ? O vem por aí ? Será que vamos ter capacidade para aguentar a queda do GES ? Porque o desgoverno recusa-se a intervir no GES como fez com o BPN ? Afinal para que serve a fiscalização na banca ? Porque o poder político da república se cala ? Para que nos serve a república e o seu presidente ?


Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar

Comentários

Mensagens populares