Quando Não Têm Mais do Que Falar....

Quando estava a jantar e a ver tv através da internet vi o programa Sexta às Nove que tem o hábito de passar reportagens com interesse e que servem de base para alguns artigos deste mesmo blog como muitos e muitas de vocês, caros e caras leitores(as) têm a opurtunidade de ler sempre quando podem e querem.


Este mesmo programa que ainda era dos poucos que não entravam numa de criticar os costumes de cada um tomando padrões vindo de entidades que parece que sabem muito mas as vezes e não têm sido poucos metem os pés pelas mãos e o mundo actual mostra estes vários erros e hoje o Sexta ás 9 veio com uma reportagem devido ao markting agressivo por parte das marcas de leite de substituição do leite materno (vulgo: leite em lata para bebés) e que este markting tem feito com que menos mães deem leite materno e que este deve ser dado, segundo a OMS até aos dois de idade.


Mas a OMS se esquece que boa parte das mães em Portugal têm apenas 3 meses de licença de parto e temos que contar que nem todas as mulheres por vários motivos conseguem produzir leite em quantidade para saciar os petizes e esta "praga" é marca da mnha família porque todas as mulheres de sangue da minha família tiveram que recorrer ao leite da "farmácia" por produzir pouco leite ou porque o petiz cuspia o leite e nas gerações mais antigas era leite de vaca diluído e mais recentemente com leite "da farmácia" ou então com os chamados "leites de crescimento" e nenhuma ds gerações pós-25 de Abril da família se deu mal e então quando vejo a minha sobrinha mais velha que praticamente não teve leite de peito ter quase 1,75 de altura aos 13 anos (quem diria que lhe mudei as fraldas e andava com ela ao colo....) e os meus outros sobrinhos estão bem criados e bem crescidos e nunca beberam leite materno porque a minha irmã não produzia suficiente e depois teve infecções pós-parto quando teve os dois rapazes (que são os dois mais novos) que a impossibilitaram de amamentar.


E a este quase-preconceito da OMS se vem juntar outro que de vez enquando aparece nos telejornais de todos os canais que o facto de muitas mães portuguesas escolherem ou não terem outra opção do que terem que usar a cesariana como método de parto em vez do parto natural e tanto a OMS como o ministério daa saúde têm vindo a criticar o elevado número de cesarianas em Portugal mas não nos podemos esquecer que as ministras e secretárias de estado ou estão fora da idade fértil ou vão dar a luz para clínicas de luxo enquanto a portuguesa comum vai dar a luz a maternidade sem ter os cuidados para ter o mínimo de dor porque para quem não sabe o parto é algo de doloroso para qualquer mulher em especial se esta não faz a dilatação completa (outro defeito genético da minha família) o que obriga ou a partos doloroso ou o recurso a cesariana para evitar males piores tanto para mãe como para a criança-


Ironicamente, quando há quase 17 anos fiquei com o fémur desfeito devido a ter sido atropelado, uma das médicas da equipa que me salvou me disse que a dor que eu sentia era pior que a dor de um parto natural e eu fiquei de boca aberta com a comparação feita pela médica embora saiba que as dores que eu sentia não eram pequeninas e para uma médica dizer que a dor que eu sentia naquele momento era pior que a dor de parto nem imagino como será uma dor de parto sem anestesia ou até posso imaginar porque já tenho tido muitas dores extremas, então porque querem que as mulheres sofram para dar a luz ? Então ou via cesariana ou via parto normal não é dar uma nova vida ao mundo a mesma; de facto querem impor costumes e hábitos generalizando a humanidade como uma única entidade e depois ainda falam do esgaseado da Alemanha.


Das poucas coisas que ainda acredito é no livre arbítrio de todos os seres humanos e não é uma entidade seja ela conceituada ou não tem o direito de impor normas a uma nação ou a um povo porque uma das coisas que nos distingue dos chamados animais racionais é a liberdade de escolhermos aquilo que queremos fazer e se se fala em liberalizar alguns comportamentos que para boa parte da sociedade são reprováveis então deixem as mães escolherem que leite querem dar aos seus filhos e como os querem ter porque estas imposições podem soar a retrocessos que são de evitar num mundo em constante mudança e antes de imporem regras vejam o que se passa em cada nação porque enquanto na Europa do Norte há protecção digna deste nome para que uma mãe possa dar peito o tempo que quiser, no sul da Europa já não acontece isto e em muitos lugares do chamado mundo sub-desenvolvido a fome é tanta que tem que ser mesmo o leite de substituição a matar a fome a muitas crianças.


E ficam as minhas perguntas de sempre: O que estes senhores da OMS querem ? Afinal é pecado uma mulher ter opção de escolha ? Ou é impressão minha ou isto soa a ditadura ? Se existe markting agressivo por parte das marcas de leite de substtuição, então o que dizer dos laboratórios junto dos médicos para passarem remédios que em alguns casos fazem mais mal do que bem ? Qual o mal da livre escolha ?


Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar

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