Apenas Mais um Motivo para eu Andar Sempre a Pé

Eu, há muito tempo que sempre que tenho que tratar de algum assunto, evito de usar os transportes públicos em Lisboa porque são mais caros do que os chamados transportes suburbanos e em alguns casos chegam a ser o dobro (no preço) do que os chamados operadores privados porque equanto se vai na Vimeca de Algés ao Allegro em Alfragide por 1,10 €, na Carris se vai por 2,80 (por pessoa) entre outros exemplos de como os transportes em Lisboa são um verdadeiro assalto e apenas servem para os turistas com papel no bolso.


No entanto não vos venho falar da questão preço, mas sim de uma questão que é muito mais importante do que o preço que é abusivamente cobrado pelos transportes públicos na antiga capital do Império Português que é a questão na segurança no material circulante que pelo que vejo nas ruas só se aproveitam os eléctricos e os comboios da CP (são mais baratos que o metro e os autocarros) porque o resto é quase brincar com a vida porque os autocarros tremem todos em algumas artérias em especial quando vão a fazer curvas e os pneus estão mais recauchutados do que as trombas de algumas figuras das colunas sociais e mais gastos que as minhas botas ou os meus ténis do ano passado; mas este caso ainda é mais grave do que o estado dos autocarros e se trata do metro de Lisboa.


O problema com o metro de Lisboa é que desde do ano da graça do Senhor de 2012 deixou de ter travões magnéticos o que obrigou na redução total da velocidade de circulação de 60 km/h para 45 km/h e a travagem das composições do metro de Lisboa é feita com travões de disco que se desgastam muito mais rapidadamente do que os travões magnéticos e a administração do Metro de Lisboa assegurou que a substituição dos mesmos travões magnéticos será feita no segundo semestre, ou seja entre Julho e Dezembro e apenas disse que o contrato de manutenção com a Siemens ainda está em vigor e que quem faz a mudança nos travões são funcionários da empresa e segundo os especialistas em ferrovias contactados pelo jornal I, a poupança em termos financeiros entre o uso de travões de disco em vez dos magnéticos é praticamente nula porque os travões de disco se gastam mais depressa do que os magnéticos.


Eu, como lisboeta de 6ª geração gostava de saber que porra andam a fazer os administradores do Metro de Lisboa e os técnicos para estarem dois anos sem mudarem os travões magnéticos e escolheram uma solução de desensrancanço que é um risco tanto para os utilizadores como para os maquinistas das dezenas de composições que andam em circulação durante um dia de expediente do metro em Lisboa e só se saber agora passados dois anos este triste facto das composições não terem condições de segurança (como não bastassem os ministros,políticos e árbitros de futebol, digo os carteiristas) para que uma pessoa chegue direita e a horas ao seu destino e assim sendo vou continuar a andar a pé sempre que precisar porque com material circulante nestas condições é que não me apanham lá de certeza e talvez tenha que ir a Sportzone comprar mais um par de ténis ou de botas porque de tanto andar estas botas que tenho agora não me vão chegar ao Natal.


E ficam as minhas perguntas de sempre: Para onde vai parar o dinheiro dos passes e dos bilhetes ? Será que os administradores do metro têm competência para o cargo ? Será que é seguro andar de metro em Lisboa ? Porque só se soube disto hoje ? Será que isto vai ser resolvido ? O que andaram durante estes dois anos a fazer para deixar que a situação ficasse assim ? Com quem andam a brincar ? Qual a data definitiva e precisa da resolução deste problema ? Era para isso que António Costa queria ou quer ser o senhor supremo dos transportes em Lisboa ?


Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar

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