A mini-cabazada
As eleições europeias de hoje ganhas pelo PS foram uma mini-cabazada sofriada pela coligação de desgoverno e digo mini porque pelo menos pelos resultados nacionais a diferença não foi assaz para obrigar a uma queda de governo porque em termos de deputados eleitos é apenas um 7-6 e 7 foi o mesmo número de deputados eleitos pelo PS e o PSD 6 aos que se seguem os 2 da CDU e 1 do Movimento Partido da Terra e outro do Bloco de Esquerda; e eu não classifico a derrota da coligação de desgoverno como uma cabazada sofrida, mas sim como um valente estampanço porque perderam 4 deputados de uma vez e segundo reza a história, o PSD nunca teve menos de 30%, mas também temos que contar com a maior abestenção numa eleição alguma vez registada 66,1%.
E se Bloco e PSD perderam força não foi só por causa da fadiga ideológica ou das medidas de austeridade porque se fosse por estas então a CDU tinha ganho e o PS andava a apanhar as canas, foi também por causa da divisão de votos que benificiou todos os pequenos partidos com aumentos generosos nas suas votações com a excepção do POUS e PDA que ainda continuam com menos de dez mil votos e o MPT que multiplicou a sua base eleitoral por 10.
A culpa desta divisão tem sido esta austeridade sobretudo e que também se reflecte um pouco por toda a Europa onde uns por planos de resgate outros para os evitar têm governos que obrigam os respectivos povos a apertar o cinto e em alguns países a situação fica mesmo torta como em Portugal e ao mesmo tempo a classe política ou se enriquece como em Portugal ou não apresenta respostas contra a crise que tenham pés e cabeça e os extremistas vão se aproveitando das massas descontentes para ganharem votos e na Grécia já começam a soar os sinais de alarme porque os dois primeiros lá são o Syriza (equivalente ao Bloco de Esquerda) e o Aurora Dourada (extrema-direita) e em França, Martine Le Pen conseguiu com a sua Frente Nacional praticamente aniquilar os socialistas nas eleições europeias e parece que até em Espanha a Falange ganhou votos e este virar aos extremos mesmo num país fundador da UE é um aviso para se travar o expansionismo da Eisenkanzelerin Merkel e dos defensores da Troika porque senão se travar esta treta da crise e da austeridade, quando acordamos um dia temos uma Europa não de democracias ou pseudo-democracias, mas sim uma Europa de extremismos que é de evitar a todo o custo; mas não proibindo os partidos extremistas, mas sim lhes tirando de forma legitima a sua base eleitoral evitando os erros que são cometidos de forma praticamente sistemática pelos desgovernos demo-liberais de toda a Europa e esepero que este aviso faça os senhores da UE e do poder político da república em Portugal lerem os livros de história e saber como os extremistas subiram ao poder na Europa, muitas vezes sem disparar uma única bala.
E ficam as minhas perguntas de sempre: Aonde esta Europa vai parar ? Será que aprenderam alguma coisa com o sismo de hoje ? Quais as consequêns este guinar da Europa para os extremos ? Será que vai ser o chamado Inverno das Nações ? Será que o projecto europeu tem pernas para andar ? Quem será o novo presidente da Comissão Europeia ? Será que o presente desgoverno em Portugal tem condições para continuar ?
Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar
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