Rabisco na Lei II
Como ontem fiz menção ao encerrar o dia em termos de blog, o negócio que o presente desgoverno pretendia fazer com a venda dos quadros da autoria do pintor catalão Joan Miró que era propredade do BPN e que assm ficaram devido a um crédito contraído junto do mesmo banco e que cujo devedor deu os quadros como garantia e com a liqudadção e nacionalização do mesmo BPN estes quadros passaram para o Estado.
Acontece que para se tapar os muitos buracos que o Titanic chamado finanças públicas tem, o ministério das finanças decidiu vender estes mesmos quaros em leilão internacional usando como intremediário a entidade pública criada para gerir os activos não-financeiros do falecido BPN, chamada Parvalorem e que já tinha encetado contactos com a leiloeira britânica Christie's para que estes mesmos quadros que dizem ser de um talento sem par na pintura mundial, me lembram desenhos de putos da pré-primária ou os péssimos desenhos que eu fazia no 5º ano na aula de Educação Visual, disciplina a qual melhorei de forma muito ligeira no ano seguinte, mas que em muitos casos, alguns dos meus trabalhos de tão disformes que eram poderiam passar por quadros de Miró ou outro qualquer pintor da mesma escola ou do mesmo estilo (e ainda diziam que o esgaseado da Alemanha não tinha jeito para dar a brocha); entrementes, apareceu uma espécie de esquadrão salavador da cultura nacional que tinha como figuras de proa muitos socialistas que em tempos estiveram metidos na venda de quadros que eram também propriedade pública mais valiosos que os quadros de Miró e ninguém disse nada e todos se calaram e este esquadrão conseguiu travar as vendas das pinturas.
Enquanto ainda se espera por uma decisão que nunca mais chega, se soube que afinal os mesmos quadros não podem ser vendidos porque simplesmente o mesmo contrato contraído pela Parvalorem é um contrato público e contraído por uma entidade pública não-empresarial, como tal o mesmo contrato antes de ser celebrado com a Christie's tinha que ter a avaliação e o visto do Tribunal de Contas e como tal a venda não pode ser realizada e já se fala em processos no ministério público e da tal avaliação que a Direcção Geral do Património Cultural está a fazer dos quadros se diz que está dentro dos prazos legais e este negócio do risco e rabisco que a primeira vista não vale nada, para alguns vale milhões e serve para os jornais venderem uns quantos exemplares extra durante a semana.
E ficam as minhas perguntas de sempre: Para que serve este circo todo a volta de uns rabiscos que até um miúdo da pré-primária faz ? Quem ganha com esta novela toda ? Quais são os motivos reais para esta venda e quais os motivos de ela não se realizar ? Nos estão a deitar areia para os olhos ? Afinal para que nos serve a república e o seu presidente ?
Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar
Os propósitos deste circo são óbvios. Mas até ver, não me convencem que os quadros estão em Portugal. Ou estiveram. Basta ler o itinerário desde há uns anos para trás. se estiveram cá, eu sou o Obama.
ResponderEliminarServe para desviar a nossa atenção dos assaltos diários que são fetos pelo poder político da república ao povo seguindo a velha regra romana do Pão e Circo mas sem o Pão
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