O que Ainda Não Recebemos de Abril

O artigo surge algo como um artigo meio análise, meio ressaca dos 40 anos da Revolução dos Cravos onde era proibido proibir e onde tods as utopias tinham ou tiveram o seu lugar e como eu disse no artigo anterior sobre a revolução do Cravos foi como o desenrolhar ou abrir uma qualquer bebida gaseficada que é bem agitada antes de abrir porque assim que a rolha da ditadura saiu tudo o que estava mais do que comprimido se espalhou, molhou muita gente e no fim pouco ou nada ficou no funda da garrafa porque o resto se perdeu em radicalismos que a nada levaram.


Uma das coisas que Abril nos prometeu dar e até que estava a dar que era a habitação com o mítico projecto ou programa SAAL e que assim que puderam o aniquilaram resultando num verdadeiro retrocesso que se foi agudizando com o passar dos tempos porque as barracas que o SAAL veio combater, reapareceram e depois apareceram os Planos par Erradicação de Barracas que em boa parte ou deixaram parte das barracas ou então foram operações plásticas porque a marginalidade sobretudo ligada ao tráfico de drogas que exisitia nestes mesmos bairros continua e continuou sem que alguém nesta nação faça algo para ao mesmo tempo que resolve o problema das pessoa que não têm casa sejam elas ou sem-abrigo ou estejam a penar em pensões duvidosas por causa de leis de arrendamento que violam a lei fundamental.


Outra coisa que ainda não recebemos em plenitude de Abril foi a educação que apesar do empenho que foi colocado nos primeiros tempos depois da revolução sobretudo com a redução do anafabetismo praticamente para números perto do 0, a mesma educação está a dar muitos dos problemas que ja vinham de trás como falta de qualidade pedagógica dos manuais, reformas de programa de ensino duvidosas ou que ninguém percebe a sua utilidade e até mesmo a inadequação de instalações em especial no ensino público onde muitos liceus públicos estão sobrelotados com turmas de de mais de 25 alunos onde só se aprende aquilo que não se deve aprender e destas mega-turmas só uns quantos se safam em vez de haver uma igualdade medida por cima ou quase igualdade entre os alunos ou então é uma nova praga que é a chamada ileteracia ou incapacidade de entender um texto escrito por muito simples que seja ao que se junta uma falta de cultura geral dos universitários que chega a ser gritante e preocupante porque alguns destes universitários que apenas pensam em praxes e copos vão acabar por ensinar os nossos filhos gerando assim um ciclo vicioso de ignorância e que os concursos de perguntas dos canais de televisão são a prova cabal desta douta ignorância porque no concurso "Quem Quer Ser Milionário" um licenciado em Física não conhecida a Batalha de S. Mamede e noutro concurso, também da tv do Estado (Quem Sabe, Sabe) um taxista do Funchal conhecia o quadro de Pablo Picasso "Guernica" o que ele sgnificava.


Depois vem o pão sobretudo o que advém do trabalho que cada ve é mais escasso porque as falências de empresas são cada vez mais o prato do dia e e depois as empresas que ainda podem empregar alguém em vez de darem valor a experiência ou capacidade de aprendizagem dos funcionários quando estes estão em formação, apenas escolhem pelo aspecto exterior ou por terem cursos universitários ou então pelo velho sistema da cunha e depois quem precisa mesmo e quem sabe mesmo trabalhar anda aos caídos e sem trabalho e sem pão e já ouve por aí em mais despedimentos na banca e em outros sectores.


Para acabar esta lista das coisas que ainda não recebemos como estava sonhado em Abril é o Sistema Nacional de Saúde que nos tempos negros do Estado Novo parecia estar na Idade da Pedra e passados 40 anos quase está na mesma porque só nas chamadas grandes urgências do litoral (Porto, Coimbra e Lisboa) é que houve grandes melhoramentos sobretudo graças ao Euro 2004 e o resto da país tem faltas na saúde que já existiam antes do 25 de Abril e nem com as obras do Euro 2004 esta desigualdade se resolveu e ainda querem tornar a coisa mais feia na saúde porque querem fechar hospitais em Lisboa para servir interesses duvidosos mas que nunca é melhorar os serviços de saúde, fazendo com que retroceda mais de 200 anos em termos de saúde se estes fechos genocidas forem em diante.


Outro problem são as reformas e pensões de sobrevivência paga aos idosos bem como as reformas por tempo de serviço que para as quais tem que um trabalhador descontar 40 ou mais anos e depois recebe umas moedas que não dão para sobreviver e se este desgraçado tiver alguma doença crónica passa fome para poder comprar os remédios para sobreviver que cada vez estão mais caros e ninguém expica a lógica de cada vez haver menos comparticipação nos remédios ou que é feito do dinheiro dos impostos e da segurança social.


E também não se compreende porque se tem que pagar uma taxa para se usar os hospitiais púbicos porque nesta nação em especial no território de Portugal Continental só existem três cidades com hospitais capazes porque o resto servem apenas para estabilizar o desgraçado até este chegar ao hospital central para ser tratado e com tanta taxa como se explica que o buraco nas contas da saúde esteja sempre a aumentar mesmo com cortes na despesa do sector da saúde.


Para se ter o que Abril nos reservava como paz, pão, saúde, habitação e educação muito ainda tem que ser feito e neste ponto os sectarismos políticos e ideológicos têm que ser esquecidos porque uma coisa é certa não pensem que é a votar num dos 5 eleitos do parlamento que vão resolver alguma coisa porque caso resolvesse não teríamos aqui a troika porque a CGTP ironicamente se cala quando um desgoverno socialista mija em cima dos portugueses, mas se um governo é do PSD mesmo que deixe alguma obra, aparece a cassete do "Governo para a rua" e para os mais lembrados lembrem-se de quando saiu a música dos Xutos "Sem Eira nem Beira" e viu a manifestação da CGTP e ninguém pediu "governo para a rua" e assim dá para ter uma imagem que os cinco eleitos da assembleia da república são todos farinha do mesmo saco e de uma forma ou de outra vão matando Abril aos poucos e não é por se usar um cravo na lapela que se defende a revolução (oiço heavy metal, por vezes black metal ou mesmo satánico e não  ando vestido de preto e nem tenho piercings ou brincos).


Portanto para se reconstruir ou reanimar Abril podemos usar as eleições europeias e votar nos chamados outros partidos porque na semana que antecedeu os 40 anos da revolução os militares deram a entender que estão a sacudir a água do capote, pelo menos boa parte dos que fizeram parte do MFA e já chegamos a altura de acabarmos com o estado a chegarmos porque este matou ou está a matar todas as conquistas de Abril.


E ficam as minhas perguntas sem resposta: Porque ainda não recebemos tudo que Abril tinha para dar ? Quem ganha com esta situação ? O que é feito do ideário da revolução ? O que preciso para se ter tudo que a revolução nos prometeu ? Será que chegou a hora da república zarpar ? Porque estão a matar a revoulção ? Para que nos serve a república e o seu presidente ?


Como sempre vos peço para ler, comentar e divulgar

Comentários

Mensagens populares